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| Jorge Ferraz Lage |
Por Jorge Ferraz Lage
CÂMARA MUNICIPAL PENALIZA SOAJO –
A falta de sensibilidade por parte da Câmara Municipal de Arcos de Valdevez e da sua instituição satélite que é a ARDAL, promotoras e patrocinadoras da 4ª exposição canina de Arcos de Valdevez, foi causa de reacções em privado e públicas que envolveram também a minha pessoa, suscitando estimações e depreciações. Emitiram-se juízos que me dispenso de avaliar, cabendo aos leitores se entenderem, concordar ou não, no todo ou em parte, na certeza porém de que, para mim, o que mais importa, são a procura do bem e das verdades essenciais em prol da defesa dos justos, legítimos e superiores interesses de Soajo e, concomitantemente, do município. As incompreensíveis posturas dos agentes promotores do evento não foram para mim verdadeira surpresa, porquanto já nos habituaram noutras ocasiões a procedimentos irrazoáveis (o processo de reconhecimento da vila de Soajo é um bom exemplo de “partidarite” de baixo nível).
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| Cão Sabujo de Soajo |
Deformarem e desacreditarem a sua figuração em exposições e na comunicação social é de todo inaceitável. Há alguns anos os sabujos tornaram-se numa referência emblemática de Soajo ao conformarem o seu brasão de armas, a sua bandeira, e o seu selo. São considerados elementos identitários de Soajo e com toda a genuína legitimidade. Figuram os sabujos na bandeira de Soajo de pleno direito, por correctas decisões e não como consequência de erros de informação. Mas ao pretender-se não associar o nome sabujo à raça existente, que alguém viciou com o nome “castro Laboreiro” é enfraquecer a sua importância como cão que teve historicamente uma utilização invulgar por parte de monarcas de Portugal, de Soajo e dos soajeiros. O poder camarário alimentou disparates com acções e dinheiros municipais, que também são de Soajo, ao ajudar a fomentar o nome errado do cão de Soajo! São procedimentos intoleráveis que repudiamos com total veemência. Assistir passivamente a perniciosas atitudes dos promotores de exposições caninas, em Arcos de Valdevez, ou noutras localidades e/ou autarquias, pactuando com a adopção de nome adulterado do Sabujo, é ser irresponsavelmente colaborador de iniquidades.
E o facto ao promoverem, dentro de portas, a tão viciada denominação do sabujo, é algo que demonstra bem a falta de apreço que tem pelos soajeiros do passado e do presente, e ainda pela verdade! Sabemos que contam com a tolerância ou quiçá com a cumplicidade do poder local de Soajo, mas as razões disso nem vale a pena aduzi-las! Felizmente que tamanhas adversidades à história do sabujo lograram pronta reacção pública por parte de Amândio Peixoto, cronista sagaz, credível e defensor acérrimo dos interesses de todo o município de Arcos de Valdevez através sobretudo da sua abalizada coluna “Quentes e Boas…”, inserta no prestigioso jornal “Notícias dos Arcos”. Esta posição pública, confesso, foi suficiente para não se ficar espantado com o insólito termo - “descaramento” - ao ler “Roubaram o Sabujo…”, porque, objectivamente, o anonimato do “descarado” não apareceu carregada de ambiguidade.
Estando fora do contexto, só a incrédulos ou aos mais distraídos, é que não seria perceptível a desfocagem. Para estes, todavia, ficou a suspeição suspensa e em reserva só até ao momento em que houve clarificação de tão insinuante miragem… Outra intervenção, por causa da abordagem do nome do cão participante na supra mencionada exposição, e do afirmado em “Roubaram o Sabujo…”, foi feita pelo admirável Soajeiro, Dom Abílio Ribas, digníssimo Bispo emérito de São Tomé e Príncipe, o qual desde o regresso à sua soajeira Várzea de ditosos afectos, não tem deixado os créditos de Soajo cair em desprestígio, por mãos alheias, quer resultem de atitudes voluntária ou involuntariamente assumidas. Na sua essência, de facto, não ficou agradado com o nome veiculado pelo N.A., ao entender como outros que um maior cuidado deveria ter existido sobre o nome do cão, para não ferir susceptibilidades, sabendo-se que não é nome consensual por provas credíveis antes apresentadas, publicamente.
O facto de o C.P.C. (Clube Português de Canicultura), fundado com estatuto próprio só em 1990 (quando foi feito o estalão do sabujo havia apenas uma mera “Secção de Canicultura” no Clube dos Caçadores Portugueses), ter herdado as asneiras sobre o nome do cão de Soajo, ignorando ou fazendo que ignora os erros cometidos ao tempo da feitura do estalão na obra “SUBSÍDIOS PARA O ESTUDO DAS RAÇAS CANINAS NACIONAIS”, não impede de, publicamente, se repudiarem as asneiras que o C.P.C., “oficialmente”, assimilou! Dom Abílio tomou posição pública em defesa do nome verdadeiro do cão que durante tantos séculos foi causa de extraordinárias benesses ao povo de Soajo, todavia, desta vez, como noutras, reagiu com uma delicadeza que só mora em pessoas de nobre carácter, de invulgar valor intelectual e humanismo. Mas se é certo que nunca recorre a descortesias, também não deixa de ser verdade que não abdica dos seus convencimentos e estimações, até lhe demonstrarem com argumentos seguros e provas que não tem razão. (Clique aqui para ler o artigo completo.)


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