28 de Dezembro de 2011

Autarquias apagam a luz para reduzir a factura

Segundo fonte da autarquia monçanense, a medida pela qual se prevê apagar quatro horas a iluminação pública “pode ser objecto de acerto horário conforme as estações do ano” e “tem como finalidade reduzir os custos da autarquia com a energia eléctrica”, nomeadamente ao nível do IVA, cuja taxa passou de 6 para os 23 por cento, mas “mantendo em funcionamento o essencial com níveis de segurança, qualidade e eficiência”.  Desta forma, a iluminação pública será desligada entre a 1h00 e as 5h30, “gerando uma poupança anual estimada em 140 mil euros para os cofres da autarquia”, acrescentou a fonte.

Ponte da Barca prevê reduzir mais de 100 mil euros

Além da poupança financeira, o município justifica a medida, que já foi aprovada em reunião do executivo camarário com a necessidade de dar cumprimento ao ‘Pacto de Autarcas’, em que o município assumiu a redução de consumos energéticos com implicações nas emissões de CO2.

Este tipo de medidas tem sido seguido em vários concelhos do distrito de Viana do Castelo, como é o caso também de Ponte da Barca, que espera uma “forte redução” na factura da iluminação pública, através de medidas de controlo e racionalização dos consumos.

A estimativa, segundo fonte daquela autarquia, prevê uma redução anual em mais de 100 mil euros, no que toca à iluminação pública, através da colocação de lâmpadas de baixo consumo e de tecnologia LED.  No concelho de Ponte da Barca a iluminação pública já passou a ser desligada entre a 1h00 e as 6h00.

Caminha em “racionalização” desde o início do ano

Em Caminha, desde o início do ano que o Município solicitou à EDP a “racionalização” dos custos. Na base desta decisão estiveram os novos tarifários de preços bem como o aumento do IVA para 23%. Desde Outubro que têm sido realizados testes na iluminação pública.   Nas zonas de Vila Praia de Âncora, Moledo, Cristelo, Vilarelho e na sede do concelho, Caminha, notaram-se alterações pontuais.

O processo neste concelho prevê a redução a partir das 21h30 nas freguesias de Vila Praia de Âncora, Moledo e Caminha. As luzes não são apagadas, apenas a potência da luz vai ser reduzida, de forma a assegurar a manutenção da segurança pública no concelho.

A redução de potência será de dois terços mais concretamente nos locais: Parque 25 de Abril e EN13 na Marginal em Caminha, Parque Ramos Pereira e EN13 entre rotundas em Vila Praia de Âncora, e Ecovia de Moledo a Vila Praia de Âncora. A potência vai ainda ser reduzida nas EN13, EN301 e EN305 entre aglomerados populacionais, de forma a manter iluminadas as áreas em que existam habitações e onde existam intersecções com outras estradas.

V.N. Famalicão quer reduzir um terço de dois milhões

A Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão está a lançar um plano de poupança do consumo de energia eléctrica nas estradas e outros espaços públicos do concelho, no âmbito de um conjunto de medidas restritivas que têm por objectivo diminuir as despesas correntes.

Anualmente, a autarquia tem uma despesa de 2 milhões de euros em energia eléctrica, o que inclui a iluminação de estradas, equipamentos municipais e espaços públicos das 49 freguesias, mas pretende descer esse valor em cerca de um terço.

Em loteamentos e ambientes urbanos, onde a distribuição de electricidade é feita por rede subterrânea, está a ser desligado um por cada três postes de iluminação pública, sempre que esse desligamento não ponha em causa a segurança pública nocturna.

Em curvas ou outras zonas de fraca visibilidade, por exemplo, não haverá restrições ao consumo.  Nas zonas rurais, os operadores de distribuição de electricidade que actuam no concelho estão a adiar em 60 minutos a ligação da energia nocturna e a antecipar em 90 minutos o desligamento matinal.

A aplicação destas restrições ao consumo de energia entrou em funcionamento no mês de Maio. (Fonte: Correio do Minho)