1 de Fevereiro de 2010

O “CÃO CASTRO LABOREIRO” É O CÃO SABUJO DE SOAJO!

1.OS SABUJOS NAS ÁREAS PROTEGIDAS - Iremos brevemente demonstrar que o principal ícone de Castro Laboreiro não é senão o clássico e famoso cão sabujo do Soajo que desde a época medieval até à extinção da instituição Montaria- Mor do Reino, em 1821, constituiu um inestimável auxiliar, de uso obrigatório, dos guardas (monteiros) das áreas protegidas em Portugal. Com efeito, nas Montarias Reais, circunscrições administrativas para protecção de florestas e animais silvestres, congéneres dos actuais parques de protecção da natureza, fez-se o seu policiamento, pelo menos desde o século de 1201 até ao século XIX, com a coadjuvação de sabujos, lanças de monte (ascumas) e buzinas. Ressalve-se que as ascumas só depois da época medieval foram substituídas por varas com aguilhão (chuços) e, ainda mais tarde, por espingardas defensivas e ofensivas, mas o cão sabujo permaneceu. Estes parques naturais – as Montarias - estiveram sob a autoridade dos reis de Portugal, havendo no Paço Real o ofício de monteiro-mor do reino, criado para o efeito a partir do último quartel do século de 1301. Todavia, só a partir de 1605, passou a existir uma instituição autónoma – a Montaria-Mor do Reino – que dispôs de poderes sobre as áreas protegidas as quais tomaram os nomes das Montarias das cidades e vilas que foram suas sedes ou cabeças. Estes poderes tiveram natureza administrativa, judicial e policial, sendo que o actual sucedâneo - Instituto de Conservação da Natureza e da Biodiversidade (ICNB) -, nunca dispôs de mandos com tão elevada amplitude, pelo menos, em matéria judicial sobre as áreas coutadas constituídas no século XX. No regimento de 1605 claramente se constata que as grandes matas de pinhais de Soajo ficaram submetidas à supervisão do monteiro-mor da “Montaria da cidade de Coimbra” (que incluía também as matas do Botão, Lagarces, S. Lourenço e Salgueira, todas estas nas imediações da sede coimbrã), havendo nela vinte “monteiros pequenos”, sem se indicar quantos em Soajo, embora se diga que “todos os moradores de Soajo eram monteyros como sempre foram”. Porque houve protestos ou por qualquer outra razão com a restauração de Portugal a – “Montaria da Vila de Soajo” - voltou a ter autonomia, deixando de depender totalmente da de Coimbra, como o comprovam vários documentos, pois foram posteriormente nomeados sucessivos monteiros-mores para Soajo. Estes tomavam posse na câmara sedeada na Vila de Soajo, “cabeça da sua Montaria e Concelho”.

2. O CÃO SABUJO VÍTIMA DE BALDROCAS! - Pretendem argumentar, na actualidade, os principais defensores desta “raça de cães” que se trata de um tipo de cão diferente do que ganhou notoriedade ao longo dos séculos, e enquanto houve as montarias de caça reais (a partir de 1605 apenas ficaram para efeitos de caça as de Lisboa, Sintra, Colares, Almeirim e Salvaterra que continuaram coutadas embora com menor território) e as montarias reais florestais ou de matas, também coutadas para a Coroa Real! Sabe-se que o referencial regional, no entre Minho e Lima ao longo dos séculos, foi na ampla serra de Soajo, a MONTARIA REAL DA VILA DE SOAJO, e que Castro Laboreiro nunca foi detentor de área protegida a não ser desde que foi coutado para a Montaria (Parque) Nacional instituída em 1971. Também a vila e concelho de Castro Laboreiro nunca foi a sede da “Montaria dos Lobos e mais bichos” nesta extensa serra, como sucedeu com a Vila de Soajo! No âmbito do território de Soajo os fojos lobais para onde confluem paredões marcaram e marcam as montanhas como zonas estratégicas especiais. Onde existem em Castro? O relacionamento de Castro Laboreiro com os sabujos nunca resultou de decisões de monarcas portugueses para ajudarem a policiar as Montarias do Reino. O desaparecimento destes saberes nacionais foram de certo modo facilitados pela pouca atenção dada pelos historiadores portugueses que, praticamente, até aos tempos actuais, pouco reflectiram e escreveram sobre a história da floresta e caça portuguesas. Por outro lado a geografia portuguesa foi insuficiente e deficientemente transmitida, permitindo que estrangeiros pouco familiarizados com os saberes do país cometessem diversos e gravíssimos erros, sobretudo ao nível desta região, ao que parece, por causa de rivalidades entre Arcos e Soajo, de que resultou a ocultação da história e geografia do concelho anexado! Se isto não tivesse acontecido, os apaixonados pela baldroca “cão de Castro Laboreiro”, teriam ainda mais dificuldades em dizer que este nada tem a ver com o cão sabujo de Soajo!

3. A SERRA DE SOAJO SOBRESSAIU - Sabe-se que a serra do Marão se estende por um território a que pertencem 82 (oitenta e duas) freguesias de oito concelhos, tendo três destes todas as suas freguesias incluídas neste acidente geográfico. A serra do Gerês espalha-se também por vários concelhos a que pertencem muitas freguesias. A da Estrela é a mais alta e mais ampla no continente português como se sabe. Alguns “castrejos” e, outros apaniguados desta atraente e famosa freguesia pretendem uma denominação de serra de relevância nacional para as montanhas de Castro, restrita apenas em Portugal à freguesia de Castro Laboreiro! Dizem que na Galiza há uma “serra de Laboreiro”, e que as montanhas da freguesia de Castro são em Portugal a sua continuação. Entendem que, orograficamente, não deixam de situar-se nesta serra porque a divisão político-administrativa de Portugal com a Espanha é meramente convencional. Mas como existe uma serra de âmbito geral para as montanhas que em Portugal estão enquadradas entre os rios Minho, Lima e Vez (no seu percurso norte-sul), poderá igualmente argumentar-se que não faz sentido querer separar as montanhas que administrativamente são de Castro Laboreiro das que ficam do lado poente da sua freguesia. É que sob o ponto de vista orográfico as montanhas de Castro também são a continuação das montanhas a leste do rio Vez. O suíço Paul Choffat arrumou para a serra Amarela o nome “serra de Soajo” e não aceitou o sistema transmontano criado por Gerardo Pery, substituindo-o pelo sistema galaico-duriense, mas nesses sistemas só integraram os nomes das serras portuguesas! Em face disto as montanhas de Castro estão agregadas nominalmente à serra geral desta região em Portugal porque não há uma separação geomorfológica ou geológica particularmente diferenciadora para que se considerem duas serras distintas. Não há exemplos de adopção pelos geógrafos ou outros cientistas de nome de serras de âmbito geral para montanhas abrangendo apenas o território de uma só freguesia em Portugal. Antes atenderam às configurações físicas das montanhas numa perspectiva mais alargada e englobante, não descurando a altitude máxima delas como atributo relevante para as caracterizar e identificar. Ao longo de muitos séculos, depois de definido o território português e do começo da sua organização como país, com o português a ser a língua da elaboração de documentos, Marão, Gerês e Soajo foram nomes sonantes no país nortenho por razões de fauna, flora, extensão e grandiosidade. Não consta que os “Montes de Laboreiro” fossem nome genérico de serra portuguesa a partir do Portugal organizado por D. Dinis! Saliente-se que as duas maiores atitudes das montanhas desta genérica serra, com 1416 e 1389 metros, inserem-se no território administrativo de Soajo e, portanto, do extinto concelho, dispondo relativamente às demais de outra centralidade, embora estejam separadas por pequena quebra onde se iniciam as “Corgas da Baja e Forcadas”.

4. FRONTEIRAS DE CASTRO COM SOAJO - Ainda estudante e nas férias estivais, durante alguns anos, por períodos de oito dias, dormi na casa que os Soajeiros tinham na Chã da Matança (zona fronteira com Castro Laboreiro e perto da Portela do Lagarto), para acolhimento dos seus pastores, onde pela primeira vez assisti a barulho inusitado (ao lado dos restantes seis residentes) de noite, provocado pelo tilintar de campainhas e chocalhos de centenas de vacas. Pude observar como são os vitelos colocados dentro de círculo formado pelas mães para os defender dos lobos que são repelidos à cornada! Corriam os primeiros anos da década de 1961 e constatei que se contava que o gado bovino de Soajo desde tempos imemoriais avançava muito para dentro do território de Castro porque se tratava afinal de terreno baldio e, talvez também porque como se dizia, nessa altura, a fronteira de Soajo com Castro se desenhar desde as proximidades do actual lugar de Ribeiro de Baixo, sítio que outrora teria sido da freguesia e concelho de Soajo. Há poucos anos pude verificar que documento do tempo do rei D. João III, relativo à definição de fronteiras dos dois países, refere de facto que Soajo com Espanha confrontava também ao longo do rio dos “Braços”, até Outurelos, que se situa nas imediações da actual povoação do Ribeiro de Baixo. Serve, fundamentalmente, esta explanação para evidenciar que Soajo e Castro foram freguesias e concelhos que confrontaram, ou desde a “Facha do Malhão” (sítio no rio dos Braços ou Fragoso ou Laboreiro), ou desde Outurelos, até à Portela do Lagarto, divisão administrativa que passa na zona da supracitada Chã da Matança, numa extensão que excede dez quilómetros! Os cães sabujos, num antanho de caça grossa e pastorícia mais abundantes pela ausência do milho americano, deambulavam nestas montanhas em completa liberdade de movimentos. Ignoravam as partilhas administrativas de territórios.

5. DUAS RAÇAS DE CÃES?! – Perante estes contextos, na mesma serra, teria havido raças diferentes e tão notáveis de cães de guarda de gados? O cão “serra da Estrela” não tem a sua designação associada à mais extensa serrania de Portugal? O corpulento rafeiro alentejano não está relacionado com a mais extensa província de Portugal? Não esteve o cão sabujo de Soajo relacionado com o nome da sua serra solar que transversalmente perdurou nos séculos, em exclusivo, até ser ofuscada pela espantosa baldroca do geólogo suíço Paulo Choffat? O concelho montanhoso do Soajo como detentor das montanhas mais relevantes desta genérica serra teria dado o nome à serra ou recebeu-o dela?

Disse “cães de guarda de gados”, porque de facto também o são, uma vez que na admirável obra saída em 1706, intitulada “Corografia Portuguesa”, cujo autor foi o matemático Padre António Carvalho da Costa expressamente se diz o seguinte sobre o concelho de Soajo: “Tem bons rafeiros, a que chamam sabujos, com que guardam os gados, e pagam a El-Rei cinco cada ano…”. Convirá dizer que “rafeiro” significa casta de cães que servem para a guarda de gados, embora represente, também, qualquer casta de cães.

Poderá objectar-se que os sabujos eram cães de caça grossa de que os monteiros de caça se serviam e, também os monteiros empregados na vigilância do Parque de Soajo e das outras Montarias (Parques) para se defenderem de animais selvagens como lobos ursos, javalis etc, e até, eventualmente, de pessoas, usados conjuntamente com as lanças de monte (ou ascumas) quando estes abundaram na serra! Claro que se os cães podiam servir para defender os gados de predadores, também serviam, dada a sua valentia, para atacar as feras e outros animais. No foral novo manuelino concedido a Soajo, em 1514, como aliás aconteceu antes dele (como pode ver-se nos documentos para a feitura deste foral), o concelho de Soajo entregava cinco sabujos feitos no monte por ano, na altura em que fossem pedidos pelos reis ou quando os quisessem mandar. A expressão “feitos no monte” significaria já treinados para as funções a que se destinavam que tanto poderia ser para caçar, como para os monteiros guardadores das matas reais os utilizarem.

6. FAMOSOS DESDE OS PRIMÓRDIOS DE PORTUGAL - Destes afamados cães de Soajo já se fala desde a primeira centúria de Portugal. Constituíam uma raça muito especial ambicionada quer pela realeza, para os fins referidos atrás, quer pelos aristocratas, como o demonstra uma preciosa documentação (tanto de outorga como de confirmações de privilégios aos moradores e aos monteiros de Soajo) que vem, pelo menos, do tempo do rei D. Afonso III. Documentação indica que o rei D. Dinis foi o primeiro protector das matas do concelho de Soajo uma vez que como área régia protegida, predominantemente de fauna, já o era em tempos dos reis anteriores ao Rei Lavrador! Concessões novas foram feitas ainda durante a segunda dinastia, sendo que as confirmações gerais de privilégios e liberdades aos moradores do concelho de Soajo e aos monteiros da Montaria Real de Soajo decorreram, praticamente, rei a rei, até D. José. Emitiu este rei, para o efeito, a última “Carta Régia” específica para Soajo, em 12/7/1752. Depois desta data continuaram as confirmações dos privilégios, mas foram dadas em genérico para todos os guardas-monteiros do país até à altura da extinção das suas funções nas Montarias, em 1821. Os privilégios concedidos aos habitantes do concelho de Soajo duraram até à publicação do decreto que extinguiu os Forais, em 13 de Agosto de 1832.

A obrigação da entrega de cães sabujos de Soajo aos monarcas portuguesas terminou, consequentemente, no plano legal, com a abolição do foral do concelho de Soajo, em 1832! Convirá afirmar um pormenor importante que no fundo reforça o grande interesse que havia pelos cães sabujos de Soajo, uma vez que a partir da confirmação dos privilégios aos soajeiros feita pelo rei D. Afonso VI (por desaparecimento da documentação dos privilégios durante as guerras da restauração no concelho de Soajo) tinham de ser entregues cinco, cada ano, mesmo que não fossem pedidos! Os privilégios aos soajeiros das paróquias de Ermelo, Gavieira e Soajo foram condicionados a essa obrigatoriedade, aspecto que portanto não constava no foral!

7. LEVIANDADES DE NOTÁVEL ESCRITOR – Como se vê, historicamente, os sabujos da região serrana em causa foram uma preciosidade. O seu solar nuclear foi o Soajo e não Castro Laboreiro! A sua memória como famosa raça serrana foi-se apagando, lentamente, após 1832, também porque as feras diminuíram em resultado do recurso cada vez maior a armas de fogo mais aperfeiçoadas e ainda com a devassa das matas onde se refugiavam por deixarem de estar protegidas. Estes cães perderam importância, então, sobretudo devido às derrocadas da Montaria-Mor do Reino e dos Forais, deixando de sair do serrano Soajo, tornando-se menos conhecidos no país. Por estes factos, meio século depois um despudorado escritor português – Camilo Castelo Branco - que também injuriou o povo de Soajo dizendo que “os soajeiros são as pessoas mais estúpidas de Portugal” dá a conhecer profusamente ao país um novo nome dos cães! O sabujo do Soajo muda de nome passando a - “cão Castro Laboreiro” -, precisamente, em 1882! Com esta patacoada foi desligado o cão sabujo do seu solar histórico – o serrano Soajo -, onde esteve sedeada a Montaria da Coroa Real na parte da serra tida para o efeito como mais relevante! Na vila de Arcos de Valdevez onde Camilo estanciou, durante algum tempo, alguém parece que quis fazer escola na literatura portuguesa, através das torpezas deste homem que quis mimosear tão generalizadamente os Soajeiros e Soajo. Camilo deixou-se contagiar ao recolher habituais apreciações de alguns ignóbeis arcuenses da época!

8. A OPERAÇÃO CRUCIAL DA MUDANÇA – Em 1935, o Professor Manuel Fernandes Marques, em exercício na Universidade Técnica de Lisboa, historia e caracteriza a raça serrana que, durante muitos séculos, fora a apetência dos reis de Portugal para a caça grossa, e utilíssimo auxiliar dos guardas das áreas protegidas da fauna e flora da Coroa Real, publicando pela primeira vez o seu estalão! Só que a descrição enferma de algumas afirmações deslocalizadas e contraditórias relativamente a Castro Laboreiro que foram apreciadas por fervorosos bairristas segundo as conveniências desta pitoresca freguesia. A nossa próxima tarefa é analisar o texto do médico veterinário, detalhadamente, bem como a argumentação de alguns intelectuais “castrejos” e outros aficionados pelo cão, a fim de demonstrar que a denominação “cão Castro Laboreiro”, é mais uma troca e baldroca, pois esta raça não é senão o cão sabujo do serrano Soajo, seu centro principal de referência arquissecular!

Serra de Soajo, 9 Janeiro de 2010

Jorge Ferraz Lage

SOAJO, TERRA COLECCIONADORA DE TROCAS E BALDROCAS

Na década de 1931, com colaborações procedentes de Arcos de Valdevez, especialmente orientadas por quem presidia à câmara municipal, na altura o Padre Casimiro, lançou-se no país, através do “Portugal Económico, Monumental e Artístico”, pela primeira vez, não a histórica e célebre sentença operada no Tribunal de Soajo, pelo juiz Manuel D. Sarramalho, mas uma anedota fantasiada. Congeminaram de facto, uma historieta, deturpando e depreciando um Juízo Português, por ignorância e/ou para amesquinhar. A inserção de Soajo no concelho de Arcos de Valdevez não foi aceite de ânimo leve pelos Soajeiros dignos desta qualificação! As reacções dos Soajeiros suscitaram antagonismos nos arcuenses que não perderam a oportunidade para ridicularizarem o povo de Soajo, que por sua vez em diversas ocasiões não deixaram de os acossar com altercações. Claro que um passado tão distanciado do dos Arcos, longo de muitos séculos, e de tantas honrarias dos reis de Portugal, desde a medieval Terra de Soajo, com certeza que não se submeteria com facilidade à mercê de todos e quaisquer comportamentos de senhores com estatutos inferiores aos régios. Como tal quando intelectuais e pseudo-intelectuais arcuenses se pronunciaram sobre Soajo, por malquerenças e por profunda ignorância da sua história não foram rigorosos nas informações que averbaram. Assim apareceram escritos infundamentados e desviantes que contrariaram o que devia ser acarinhado. Na verdade a gesta de pessoas de Soajo que mostraram capacidades para servir o bem público de uma forma superiormente sublime não deveria ser tratada com a ligeireza utilizada por arcuenses com responsabilidades na gestão concelhia! Passar a fantasia um facto histórico com tanta leviandade trocando uma “SENTENÇA” pela baldroca “LENDA” não é coisa de somenos! Desprestigiar uma personalidade tão consciente do seu papel de JUIZ NO TRIBUNAL DE SOAJO é atitude que merece ser repudiada! O acto do homicídio que foi causa da famosa sentença judicial, foi apresentado como passado à vista da “Branda de Fervença”, em vez de o ser nas imediações da BRANDA DE BORDENÇA! Mais duas trocas e baldrocas originadas nos Arcos a baralhar uma interessante e judiciosa herança de Soajo e dos Soajeiros! Não bastava estarem a aldrabar o nome da serra, que nos tempos que correm deixou de ter nome para ser comunicada apenas por “serra”, com a conivência e co-responsabilidade do camarista-mor e da redacção da telenovela “Deixa que te leve”! Talvez, para suscitar mais azedumes! Ai, se o seu nome fosse “serra de Valdevez” o que fariam e diriam alguns dos “soajeiros” atados aos interesses dos camaristas autarcas!

Caro leitor, o melhor do cão sabujo de Soajo aconteceu em 1935, com a informação transmitida a Portugal pelo Professor de Medicina Veterinária, Manuel Fernandes Marques para historiar e caracterizar esta raça de cães, ao elaborar o seu estalão! Apaixonados de Castro Laboreiro apreciaram os escritos do Professor, apenas, nos aspectos que convêm a Castro Laboreiro, com o intuito de o tentarem distinguir do cão sabujo de Soajo! Que ousadias a destes aficionados!

Essas interessantes e mirabolantes apreciações irão ser detalhadas e rebatidas em crónica que se apresentará proximamente.

As desditas de Soajo, por tantas trocas e baldrocas, não param de nos surpreender! Não só nas suas bandeiras mais sublimes, mas também no seu território administrativo, uma vez que até Cabana Maior, conquista Soajo no Mezio e na zona da Pedrada (Outeiro Maior)! Os de Cabreiro e Gavieira repartem a nossa Seida e territórios vizinhos! Levantai-vos Soajeiros que estais na Igreja de Soajo, no adro e na Veiga! Mandai os autarcas soajeiros actuais fazer estágio em Israel… Talvez acordem! Até parece que foram pessoas do século XX, que estabeleceram as fronteiras do concelho e da freguesia de Soajo!!!

Jorge Ferraz Lage Bookmark and Share