Em Soajo, estiveram reunidos os autarcas das freguesia de Sistelo (Durval Gave e Sérgio Rodrigues), Cabana Maior (Manuel Branco), Soajo (Manuel Barreira), Gondoriz (Armando Barreiro), e representantes de outras freguesias, como a Gavieira, com o presidente da Câmara, Francisco Araújo, e Pedro Teixeira, vereador, numa mesa redonda mediada por Alberto Silva, director da Rádio Valdevez, e o tema foi o Plano de Ordenamento do PNPG e os inconvenientes que traz para os habitantes do Parque.
Aí foram reiteradas pelos presentes as posições já assumidas publicamente, de repúdio por algumas medidas nele contidas e que vão contra os interesses de uma população já sacrificada pelas restrições que lhe são impostas pelo facto de terem lá a sua residência.
Francisco Araújo lembrou as posições já assumidas pela Câmara e pela Assembleia Municipal, e retomou mais uma vez a defesa da Regionalização para acabar com os abusos do centralismo.
Designadamente, Manuel Barreira afirmou que Soajo tem cerca de 4000 hectares dentro do Parque e não tem recebido nada, e também não percebe as restrições à implantação de parques eólicos que podiam constitui uma fonte de receita importante, enquanto noutros parques isso é permitido. A recolha de assinaturas vai continuar.
Manuel Branco está contra restrições ao usufruto dos baldios pelas populações, que é um direito secular, e está disposto a ir até às últimas consequências, não pondo de parte levar a contestação a Lisboa.
Durval Gave (Sistelo) foi mais concedido dizendo que nem tudo é mau nem tudo é bom no Parque. A questão é que o Parque tem de se habituar a conviver com as populações e respeitar os seus direitos. Visitou o Parque de Sintra, e notou uma diferença enorme com os caminhos e os muros arranjados e tudo muito bem organizado, coisa que aqui não se vê, mas o Parque faz falta.
Armando Barreiro disse que o Plano de Ordenamento prejudica a freguesia e que está solidário com os seus colegas nos protestos.
Para Francisco Araújo, o problema central é o modelo de gestão. O PNPG perdeu importância, falta-lhe capacidade de gestão, e a culpa é do novo modelo de gestão orgânica, muito centralizado.
O Parque não investe e ainda beneficia da venda da madeira, ao mesmo tempo que não permite a instalação de parques eólicos que podia ser uma importante fonte de receitas para as freguesias.
O Departamento que gere o Parque não tem gente e a sua política é de não fazer nada. Criam-se dificuldades e não se aproveita a imagem de qualidade ambiental do Parque.
A solução seria uma gestão regionalizada, em vez da gestão centralizada, que não ajuda a resolver os problemas do Parque e das suas populações.
(Fonte: Noticias dos Arcos, Duarte Barros coadjuvou Alberto Silva que tirou a foto.)
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