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Uma bomba de gasolina da BP, situada na freguesia de Proselo, nos Arcos de Valdevez, foi assaltada na noite de anteontem (2 de Fev), por três homens encapuzados e armados.
“Deviam ser aí umas 22.20 horas, quando eles chegaram a pé. O meu funcionário preparava-se para fechar o expediente quando eles entraram por aqui dentro”, disse ao ‘Correio do Minho’ (CM), o gerente do posto, que solicitou o anonimato por receio de represálias.
De acordo com o mesmo responsável, os três indivíduos, que tinham a cara tapada, luvas de cabedal e duas caçadeiras de canos serrados, “ameaçaram o meu funcionário. Deram-lhe um soco e uns pontapés, mesmo sem ele ter reagido.”
Da caixa registadora, os ladrões levaram cerca de 400 euros, tendo fugido a pé por uns terrenos agrícolas existentes nas traseiras da bomba de gasolina.
Esta foi a primeira vez que o posto foi assaltado desde que abriu em 1997. O caso foi registado pela GNR dos Arcos de Valdevez, que o transmitiu para a Polícia Judiciária.
O assalto criou algum sobressalto na população local.
Uma senhora idosa que reside nas proximidades revelou ao CM que não se apercebeu do assalto, mas que ficou com bastante medo. “Pelo que sei, eles fugiram pelo campo e nunca se sabe se ainda estarão por lá escondidos. Pelo sim pelo não, vou manter as portas e janelas bem fechadas.”
Sentimento idêntico tem, também, a proprietária de um mini-mercado, situado a poucos me-tros do posto de gasolina, que também recusou dizer o nome por achar que “podem voltar para nos fazer mal.”
A comerciante disse que “ouvi os cães a ladrar muito à noite e talvez fosse por causa do assalto, mas tive medo e não vim cá fora ver o que se passava.”
A mesma moradora de Proselo adiantou, também, que o ca-so tem sido comentado na freguesia, até porque há muito tempo que não se ouvia falar de assaltos e roubos na freguesia.
“Os velhotes dizem que estão muito assustados. Há muito tempo que não se ouvia falar de nada do género por aqui. Eu já fui assaltada, mas foi há cinco ou seis anos. Uma cigana entrou por aqui dentro e fugiu com algumas peças de roupa.”
Perante o assalto de terça-feira passada, a proprietária do mini-mercado, resolveu tomar algumas medidas de segurança: “Já ontem à noite pedi a um cliente para ficar comigo até fechar o mini-mercado, para eu não ficar sozinha”.
Vou pedir sempre para ter alguém comigo aqui, quando for hora de fechar. “Além do mais, continua a comerciante, “já disse ao meu marido que, se me vierem assaltar digo logo: levem tudo, mas deixem ficar a minha vida. Não vale da pena a gente morrer por uns trocados.” (Fonte: Correio do Minho)
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