30 de Junho de 2009
Tradições do Soajo
29 de Junho de 2009
Caminhos e Ruas em Soajo
Ouvi dizer que a Camara municipal e o serviços postais estão em processo de finalização a nomeação de todas as estradas, caminhos e ruas em Soajo. Haverá uma placa afixada identificando cada rua. Aparentemente, há alguma controvérsia quanto à designação das "caminhos" e das "ruas". O serviço postal esta a nomear mais como "c aminhos", em vez de ruas. Na minha opinião, se um carro pode conduzir confortavelmente através dele e não é um beco sem saída, então deve ser uma Rua. Sempre que um carro pode caber apenas, com dificuldades, e não há saída, então deve ser um caminho. Esta parece ser uma solução lógica para mim.Por exemplo, a primeira foto mostra uma ruela começando no Largo do Eiró em que mal se pode conduzir um carro. Também é um beco sem saída.
A segunda foto é um exemplo daquilo que deve ser considerada uma estrada ou rua. Ela começa no Eiró, junto à igreja, e continua passado a paderia, através da Torre e seguir para os Cruzeiros e o Souto. Este é claramente uma rua e não um caminho.
Câmara dos Arcos aprovou construção de campo de feira em Soajo
26 de Junho de 2009
Turista japonês diz obrigado a duas jovens Soajeiras
Ao longo dos séculos, o povo do Soajo sempre foram muito gentis e generosos aos viajantes e visitantes. Soajeiros ajudam as pessoas e abrem as suas portas para aqueles em necessidade. A assistência prestada ao Sr. Kengo não é um evento raro a acontecer em Soajo. Mas é bom que duas jovens da nossa Vila ofereceram a sua ajuda para um homem de tão longe. Bravo para estas duas estudantes para o seu acto de bondade.
Gostava de saber os nomes destas duas raparigas para que pudessem ser devidamente reconhecidas pela sua disponibilidade para ajudar um estrangeiro.Aqui está o texto escrito pelo Sr. Kengo em Inglês.
First Name : SUZUKI Last Name : KENGO
Email: kenken-go@yr.tnc.ne.jp
Comments: I went to Soajo in an evening on May 13. Two female junior high school students were very kind. They guided me to Turismo. Turismo called me a taxi. I thank for kindness. Obrigado !!
19 de Junho de 2009
VIVA A VILA DE SOAJO!
Por: Jorge Ferraz Gonçalves Lage
Nesta hora festiva para nós Soajeiros, queremos expressar, publicamente, toda a nossa gratidão ao Sr. Deputado Dr. Jorge Fão, a quem devemos a honra e o elevado empenho de apresentar e acompanhar a nobre tarefa do Projecto de Lei nº 686/X –“ Elevação de Soajo à categoria de Vila”, que para nós, de facto, seria a “confirmação” da velhinha “Vila de Soajo”. Estende-se o nosso bem-haja, aos demais parlamentares socialistas, eleitos pelo Círculo Eleitoral de Viana do Castelo, Dra. Rosalina Martins e Dra. Fátima Pimenta, ao dignarem-se subscrever e a advogar, afincadamente, esta aspiração dos Soajeiros. A maioria parlamentar do Partido Socialista foi, numa primeira fase, crucial para o sucesso desta causa! Todavia, pelo resultado conseguido, a dia 12 de Junho de 2009, a todos os Grupos Parlamentares da Assembleia da República, cabe uma palavra de agradecimento, pela unanimidade na votação, em plenário, do Projecto de Lei. Tão grande conseguimento de elevação/confirmação, da que foi, antiga terra d’el Rei, detentora de tantos privilégios e liberdades, e apelidada muitas vezes nos escritos dos reis de Portugal, pela integração - “Montaria da Vila e Concelho de Soajo” -, foi para a população de Soajo e amigos de Soajo, uma honra muito afectuosa!
É-nos grato reconhecer, ainda, publicamente, a agradável disponibilidade, empenho e dedicação do Grupo Municipal do Partido Socialista de Arcos de Valdevez, que sempre manifestou abertura para a solução deste assunto. O apoio indispensável para que se apresentasse esta justa pretensão dos Soajeiros no Parlamento de Portugal nunca esmoreceu, mesmo perante várias adversidades da maioria na assembleia municipal, algumas, incrivelmente originadas, pelo próprio presidente de junta de Soajo!
Seria uma injustiça da nossa parte se omitíssemos a benquerença exteriorizada, desde a primeira tentativa, por parte do Doutor Rui Henrique Alves, abalizado Presidente da Assembleia Municipal, por inteligente e coerentemente, ter abraçado este desiderato com assinalável motivação e espírito de justiça, ajudando-a a impulsionar, porque cedo lobrigou o papel histórico de apreciável relevância que Soajo, e a sua Vila, proporcionam ao actual concelho de Arcos de Valdevez. Aos senhores deputados municipais que compreenderam e apoiaram com indisfarçável entusiasmo, este querer das gentes do Soajo, testemunhamos também o nosso apreço. Aos que aderiram mais tarde, a nossa consideração e estima. Aos Soajeiros, sempre inconformados, estimulando à não desistência, e aconselhando a que se progredisse com combatividade, perseverança e tenacidade, dizemos, bendita a terra que os recolheu no seu regaço, por tanto lhe quererem bem!
Aos adversários da nobre ideia e acção de se conseguir para Soajo, a confirmação do estatuto que o vinha acompanhando desde remotos tempos, queremos dizer-lhes democrática, respeitosa e benevolentemente que, errar é próprio dos homens, de todos os homens… Mas não querer, voluntariamente, é decisão que responsabiliza… Penitenciem-se alguns, em reflexão sentida, por terem manifestado que, pedir para se elevar/confirmar a Vila de Soajo era “avançar para a insegurança”, e que, “atendendo às exigências da legislação, tudo podia resultar num profundo fracasso”. Argumentos frágeis, mascarados, ridículos, disfarçados, de engana pacóvios, dos que não queriam que se acabassem com as ambiguidades! Infelizmente, alguns, fizeram-no só na esfera da Assembleia Municipal, mas outros autarcas, continuaram a querer travá-lo, mesmo depois do processo de candidatura ter dado entrada na Assembleia da República! Reconheçam alguns, com humildade, que não estiveram, várias vezes, à altura dum bom serviço público, ao pronunciarem-se tão contraditoriamente sobre a temática da Vila de Soajo! Deixarem-se arrastar por inapropriadas posturas, não dignifica nem uns, nem outros! …
Aos órgãos municipais e locais, observados numa óptica plural, ao terem decidido favoravelmente, na fase da emissão de pareceres sobre o Projecto de Lei nº 686/X da Assembleia da República, Soajo e os Soajeiros, expõem-lhes, profunda deferência, veneração e reconhecimento. Mas aos deputados municipais que, em Arcos de Valdevez, no dia 25 de Abril de 2009, votaram contra, não contribuindo para a emissão de parecer favorável sobre este Projecto de Lei, cuja acta a apreciar, registará os V. nomes em específico, Soajo e os Soajeiros, sem ressentimentos e, em espírito de generosidade e indulgência democrática, convida V., de braços abertos, a que não deixem de visitar a velha/nova: VILA DE SOAJO!
Conclua-se que, mesmo com vicissitudes lamentáveis, os superiores interesses do município e da Vila de Soajo, com a elevação/confirmação conseguida, acabaram salvaguardados! Mesmo no “tempus”, o “reino da rectidão” prevaleceria, mais cedo ou mais tarde… A persistência e a força da razão, se as almas não são pequenas, têm energias que até conseguem revolver as poderosas montanhas da serra de Soajo…
Por agora, Soajo e os Soajeiros, rejubilam com mais esta etapa histórica!
Viva a nova/velha Vila de Soajo!
Um grupo de Soajeiros,
Soajo festeja elevação a Vila
Arcos de Valdevez – um concelho, duas vilas
Mas nós próprios não tivemos quaisquer dúvidas em nos deslocarmos ao Soajo, no dia seguinte à votação na Assembleia da República, para auscultar o sentir dos seus habitantes, já como fazendo parte de uma vila, de facto e de direito.
Afinal, o projecto tinha sido aprovado no orgão de soberania próprio e, dada a sua bondade legal, não havia hipótese de não ser aprovado.
Motivo pelo qual me parece um preciosismo invocar este tipo de argumentos para daí tirar algum efeito menos transparente. De resto, temos a certeza de que todos somos soajeiros por solidariedade e orgulho e arcuenses por realidade geográfica.
E não vale dizer que já “era antes de o ser”, desvalorizando esta iniciativa, porque, pese embora o facto de Soajo já ter sido cabeça de concelho até 1852, a partir daí deixou formal e juridicamente de o ser, pelo que este processo que tanto deu que fazer a tantos, tem todo o mérito e cabimento, e deve ser colectivamente celebrado, mesmo que nem todos tenham tido desde o princípio uma linha de afirmação e coerência, mas que acabaram por colaborar com convicção e tudo fazer para honrar esta velha urbe.
O momento não é pois para divisões ou retaliações, até porque este é o princípio de um futuro que vai precisar de todos – residentes e ausentes nos vários países de acolhimento, por esse mundo fora –, motivando o seu bairrismo e solidariedade, de modo a demonstrarem ser dignos dos seus antepassados e da sua longa história.
Haverá sempre cépticos que não se cansarão de sorrir desdenhosamente daquilo que eles apelidarão de ingenuidade e boa-fé: afinal, dirão, isto não vai modificar em nada a nossa terra e muito menos resolver os problemas dos seus habitantes.
Pois não. É verdade. Porque o desenvolvimento e o bem estar dependem fundamentalmente do trabalho e esforço de cada um. E não podemos, ninguém pode esperar, que o progresso caia do céu.
Mas pode criar melhores condições e oportunidades que, se bem aproveitadas, poderão resultar, com o tempo, em melhoria das condições de vida de todos.
“Notícias dos Arcos”, que acompanha há muitos anos, com especial carinho, a vida de Soajo e dos seus habitantes, congratula-se com esta distinção, que a torna a segunda vila do concelho.
E o concelho de Arcos de Valdevez só fica enriquecido, porque passa a ser um concelho com duas vilas.
Por: Mário G. L. Barros Pinto16 de Junho de 2009
15 de Junho de 2009
12 de Junho de 2009
Hoje Soajo é Vila novamente
Portugal com cinco novas cidades e 22 vilas
A Assembleia da República aprovou, por unanimidade, a elevação de 22 povoações a vilas e a criação de cinco cidades, numa votação que foi seguida por várias dezenas de populares, a partir das galerias do Parlamento.
À categoria de vilas passaram as localidades de Castro Laboreiro (Melgaço) e Soajo (Arcos de Valdevez), ambas no distrito de Viana do Castelo, Arões de S. Romão (Fafe), no distrito de Braga, Lordelo, distrito de Vila Real, e Ancede (Baião), Guifões (Matosinhos), Vilarinho (Santo Tirso), Senhora Aparecida (Lousada) e Madalena (Vila nova de Gaia), todas no distrito do Porto. Ler mais no Jornal de Noticias
Distrito de Viana ganha hoje mais uma cidade e duas vilas (Soajo)
O distrito de Viana do Castelo vai ganhar hoje uma nova cidade e duas vilas com a chegada à fase final, na Assembleia da República, de dois projectos desenvolvidos por deputados do PS e CDS/PP. Isto porque se vai consumar a elevação das freguesias do Soajo (Arcos de Valdevez) e de Castro Laboreiro (Melgaço) à categoria de vila, bem como a elevação da actual vila de Valença à categoria de cidade.
Os dois primeiros projectos, em duas das mais típicas aldeias do Alto Minho e que no passado até já foram concelho, são da autoria do PS, enquanto o segundo é uma iniciativa do CDS/PP, mas contando também com o apoio do grupo parlamentar do PS. Jorge Fão, deputado socialista eleito por Viana do Castelo, não tem dúvidas em afirmar que estas elevações são um "marco histórico" para o Alto Minho.
"Estamos a falar da satisfação de uma ansiedade e expectativas destas populações. É incentivo a estas comunidades", apontou Jorge Fão. Quanto a Valença, cujo processo resultou de um projecto do CDS/PP, passa a ser a segunda cidade do distrito de Viana do Castelo. "É o reconhecimento da estratégia de desenvolvimento seguida nos últimos anos, já reconhecida pelos mais recentes estudos do Ministério do Ambiente, que coloca Valença como uma das cinco novas centralidades potenciais no total nacional", sublinhou o presidente da câmara, José Luís Serra. (Fonte: Diario de Noticias)
Do Jornal de Noticias: Terras elevadas a vilas e cidades
Assembleia da República vota esta sexta-feira propostas relativas a oito localidades do Norte e do Centro.
A elevação de diversas localidades do Norte e do Centro à categoria de vila e cidade é, hoje, votada na Assembleia da República. O país poderá vir a contar mais três cidades e cinco vilas, situadas em quatro distritos.
O Parlamento pronuncia-se, hoje, sobre a elevação a cidade das localidades de S. Pedro do Sul, Senhora da Hora (Matosinhos) e Valença. À categoria de vila são propostas as seguintes cinco freguesias, pertencentes a igual número de concelhos: Ancede (Baião), Castro Laboreiro (Melgaço), Guifões (Matosinhos), Soajo (Arcos de Valdevez) e Soza (Vagos).
Esta manhã, cerca de meia centena de habitantes de Soajo vão partir em direcção a Lisboa, de modo a marcar presença na Assembleia da República, em pleno dia da mais que provável aprovação da elevação a vila da localidade que, noutros tempos, fora já sede de concelho. A festa, assegura a população, far-se-á naquela aldeia serrana, mas também numa outra, situada a curta distância, no vizinho concelho de Melgaço: Castro Laboreiro.
"Vamos a Lisboa e a festa começará logo lá", garantiu, em cima do seu tractor, Joaquim Rodas, de 76 anos, para quem a elevação a vila apresenta-se como "mais que justa" pela história do Soajo, "que chegou a ser concelho muito antes de Arcos de Valdevez".
Para o autarca local, Manuel Costa, "este é o reconhecimento que há muito aguardamos, devido ao nosso passado mas também pelo que tem sido feito no presente". Sentado nas escadas da Casa do Povo, o autarca prevê que "nada mude" no dia-a-dia dos soajeiros, até porque "sempre vivemos com a ideia de que éramos vila". O brasão da freguesia tem as quatro torres indicadoras do título, assim como uma placa, à entrada da localidade, que ostenta semelhante designação.
"No fundo, trata-se apenas de passar para o papel este sentimento colectivo", afirmou Manuel Costa, salientando, porém, que, com a elevação, a localidade "reconquistará prestígio e respeito".
Recordando os tempos em que a emigração roubou muitos dos braços da terra, afiançou estimar que a elevação possa contribuir para inverter a tendência de desertificação. Semelhante juízo formulou Joaquim Rodas, já fora do tractor: "Servirá para que os nossos netos e bisnetos encontrem motivos de orgulho na sua terra".
11 de Junho de 2009
Orçamento de Estado 2009
Das 51 freguesias que fazem parte do Município de Arcos de Valdevez, Soajo recebeu a maior parte dos impostos do estado em 2009 que foram transferido para os Arcos. No total, Arcos recebeu 1.345.780 €, dos quais 56.905 € foram transferidos para o Soajo, o que equivale a cerca de 50 € por habitante. Ver página 65 do documento Transferências para as Freguesias: PARTICIPAÇÃO DAS Freguesias NOS IMPOSTOS DO ESTADO - 2009 para detalhes específicos de todas freguesias do país publicado pela Assembleia da República).
Soajo: Verde Minho

De cor de limão:
Assim são os olhos
Do meu coração.
Campo, que te estendes
Com verdura bela;
Ovelhas, que nela
Vosso pasto tendes,
De ervas vos mantendes
Que traz o Verão,
E eu das lembranças
Do meu coração.
Gados que pasceis
Com contentamento,
Vosso mantimento
Não no entendereis;
Isso que comeis
Não são ervas, não:
São graças dos olhos
Do meu coração.
Luís de Camões
(Foto: Julio Sa Ferreira)
10 de Junho de 2009
Votação na Assembleia da República para reconhecer Soajo como Vila
Do Correio do Minho:
A elevação de Valença do Minho a cidade é votada sexta-feira na Assembleia da República, na sequência de uma proposta apresentada pelo grupo parlamentar do CDS-PP.
Se a proposta for aprovada, Valença tornar-se-á na segunda cidade do distrito, juntando-se a Viana do Castelo.
'Trata-se de um reconhecimento da estratégia de desenvolvimento seguida nos últimos anos, já reconhecida pelos mais recentes estudos do Ministério do Ambiente, Ordenamento e Planeamento do Território que coloca Valença como uma das cinco novas centralidades potenciais no total do território nacional', sublinhou, em comunicado, fonte da autarquia.
Para o Executivo socialista de Valença, presidido por José Luís Serra, 'a elevação não é um fim, mas sim uma forma de estruturar a planificação futura de Valença'.
'O novo estatuto apresenta-se como um desafio para a afirmação de Valença no contexto nacional, co m captação de novos serviços e investimentos que possam desenvolver e qualificar o concelho e a região', lê-se no comunicado.
Refere ainda que Valença cumpre os vários critérios para a elevação a cidade, não só por ser o segundo núcleo urbano com mais população do distrito, a seguir a Viana do Castelo, mas, também, pelos vários equipamentos e serviços públicos de que dispõe, bem como as várias acessibilidades que a ligam ao resto do País e à Galiza.
'A estes factores, há que acrescentar a forte dinâmica empresarial recente, com o Parque Empresarial de Valença, a anunciada Plataforma Logística e os interfaces de mercadorias e passageiros do comboio de alta velocidade', acrescenta.
Na sexta-feira, são igualmente votadas as propostas, apresentadas pelo PS, para elevação a vila das localidades do Soajo (Arcos de Valdevez) e Castro Laboreiro (Melgaço), duas das mais típicas aldeias do Alto Minho.
Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas
Camões escreveu Os Lusíadas, o que é considerado o poema nacional de Portugal e um épico celebrando história e conquistas. Embora seja apenas comemorado oficialmente em Portugal, os descendentes Portugueses em todo o mundo celebram este feriado. O poema é principalmente sobre explorações Portuguesas do século 16, que trouxe fama e fortuna a Portugal.
Este poema escrito por Camões é considerado uma das melhores e mais importantes obras em Literatura Portuguesa, e tornou-se um símbolo para a grandeza da nação Portuguesa. Camões foi um aventureiro, perdeu um olho lutando em Ceuta (Marrocos), escreveu o poema épico Os Lusíadas durante uma viagem, e sobreviveu a um naufrágio em Cochinchina (Vietname nos dias de hoje). Segundo a sabedoria popular, Camões salvou o seu poema épico por nadar so com um braço, mantendo o outro braço acima da água.

Camões se tornou um símbolo nacional de coragem Portuguesa. No entanto, no ano da sua morte, Portugal perdeu a sua independência a Espanha e foi governado por três gerações de reis espanhóis. Sessenta anos mais tarde, em 1 de Dezembro de 1640, a Nação Portuguesa recuperou a sua independência. Desde então, porque a data de nascimento de Camões não é conhecida, a sua morte é celebrado como Dia Nacional de Portugal.
Durante o regime autoritário Salazarista do Estado Novo, Camões foi usado como um símbolo para a "raça" portuguesa. Em 1944, em uma cerimônia de dedicação do Estádio Nacional, António de Oliveira Salazar referiu ao dia 10 de junho como "Dia da Raça - O Dia da Raça Portuguesa". Portanto, celebrações foram oficialmente suspensas durante a Revolução de Cravos em 1974. Após 1974, celebrações no dia 10 de junho voltaram para incluir celebração dos emigrantes Portugueses que vivem em todo o mundo.
Clique aqui para um exemplo de algumas das atividades que estão ocorrendo esta semana, em Newark, New Jersey.
9 de Junho de 2009
Deficientes são muitos "normais" e merecem melhor do Governo
Este artigo por Costa Guimarães no Correio do Minho sobre a luta de uma jovem com paralisia cerebral é ao mesmo tempo uma fonte de inspiração e desconcertante. Hubert Humphrey estava totalmente correto na sua avaliação de obrigações sociais para os menos afortunados. O povo Português deve exigir uma melhor governação e deve haver uma maior responsabilidade para o desempenho da administração pública. Já chega! - Jose Afonso
Deficientes são muitos "normais" por Costa Guimarães (Correio do Minho)
Queremos partilhar neste início de semana uma lindíssima história que se vive no Minho, na pessoa de uma jovem de Esposende, da freguesia de Fonte boa.
Uma rapariga com paralisia cerebral é a mais jovem finalista da área da engenharia da Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Viana do Castelo, preparando-se para terminar o curso com uma média de '14 ou 15' valores.
A Rosinha Carreira 20 anos, nunca chumbou e está no último ano do curso de Tecnologia de Computação Gráfica e Multimédia. Com uma média de 15 valores.
Com o curso no fim, sonha agora encontrar um emprego na área da criação de páginas web, já que os computadores são a sua grande paixão. Tem computador desde os 10 anos, mas a garra e a força de vontade são alguns dos segredos para o sucesso escolar de Rosinha — confessa um dos seus professores.
A Rosa encarou a doença não como uma fatalidade mas sim como um desafio a que junta a pontualidade, o empenho e a organização que ela põe no seu dia-a-dia escolar.
Neste desafio colabora o pai, um agricultor que a transporta todos os dias, fazendo 140 quilómetros em cada dia, com gosto e com amor, a pensar no futuro da filha.
Se a Rosa reconhece que ele 'é um grande pai', este também pode afirmar com vaidade que tem uma grande filha que está a tirar a carta de condução, para evitar este cansaço diário ao pai. Mas não há bela história sem uma faceta negra: a Rosa está há nove meses à espera que a chamem para uma Junta Médica pois sem ela não pode tirar a carta de condução.
Este é mais um exemplo do nosso país que não ajuda quem quer fazer e ser mais e melhor. É inadmissível o que estão a fazer a esta jovem com paralisia cerebral e repete-se em outros casos em que o Estado, em vez de incentivar, leva ao desânimo.
Mais uma vez se prova que o pior dos portugueses é a sua administração pública e, afinal, os deficientes são os que se dizem normais. É por estas e outras que histórias lindas de vida acabam num beco sem saída porque os portugueses merecem melhor Estado e administração pública, estes sim, os verdadeiros deficientes e cerebralmente paralisados.
4 de Junho de 2009
Caça proibida no dia 7 de Junho devido às eleições
2 de Junho de 2009
Soajo vai ser Vila outra vez!
No dia 12 de Junho, um projecto de lei que consagra Soajo para a elevação de uma vila será considerada e votado na Assembleia da República.Este é um momento importante e histórico na vida desta bela montanha terra, que tem uma rica e longa história. Soajo foi anteriormente uma Vila até 17 de fevereiro de 1852, quando reformas liberais ao sistema político e as reformas na estrutura do governo municipal levou à eliminação da sua carta e Soajo tornou-se parte do Concelho de Arcos de Valdevez.
Parabéns a todos que trabalharam apaixonadamente para promover esta legislação, especialmente o Professor Jorge Lage. Todos os Soajeiros devem estar orgulhosos de ver a nossa terra, uma vez mais, reconhecida como vila. Ler mais nas Noticias dos Arcos nas Edição de 28-05-2009.
1 de Junho de 2009
Rancho folclorico de Soajo
As remessas de emigrantes
As remessas de emigrantes
Não obstante as remessas dos emigrantes virem a diminuir, a verdade é que continuam a ser significativas e representam um importante contributo para as finanças e a economia do país.
Segundo um estudo do “Público”, com dados do Banco de Portugal, verifica-se que entre 1996 e 2006 houve um decréscimo de receitas, provenientes dos nossos compatriotas residentes no estrangeiro, da ordem dos 30 por cento, sendo que em 2006 o valor dessas receitas foi de 2,4 mil milhões de euros.
E a demonstrar que os níveis das remessas estão ligados aos períodos de crise, constata-se que no período de 1993 a 1996 elas encolheram 15 por cento, período que coincidiu com a fase final da recessão que afectou a Europa entre 1991 e 1993.
A partir de 1996 e até 2000 as mesmas voltam a subir e em 2001 atingem um máximo de 3737 milhões de euros.
A entrada de Portugal na moeda única, em 2000, veio alterar o ritmo das remessas no sentido descendente, muito devido à perda dos beneficios cambiais.
Ainda dentro deste conjunto de dados, fica-se a saber que os nossos conterrâneos enviaram durante o ano de 2008 um volume de 2558 milhões de euros, menos 30 milhões que em 2007, o que se compreende com a crise internacional que já se fazia sentir.
Ora, se esta tendência negativa tem uma explicação exterior à nossa (do país) responsabilidade, a verdade é que algumas medidas tomadas nos últimos tempos pelos nossos governantes também não ajudam nada a incentivar uma atitude de cooperação com o país de origem, mesmo tendo em conta que muitos deles estão a ser vítimas igualmente da turbulência dos mercados.
Contudo, é dever do Estado velar pelos interesses e bem estar dos seus cidadãos, mesmo dos que vivem no estrangeiro.
E entre esses deveres figura, sem sombra de dúvida, o apoio consular, o direito à aprendizagem da língua portuguesa por parte das novas gerações, criando escolas de português para os filhos dos emigrantes (onde elas se justifiquem) e, ainda, a difusão e divulgação da língua e cultura portuguesas.
Em qualquer parte do mundo onde viva um português, é sempre um prolongamento da Pátria lusa, aliás na esteira do que dizia Fernando Pessoa: “Minha pátria é a língua portuguesa”.
Nunca me hei-de esquecer daquele momento surpreendente e emocionante em que viajando com um grupo de conterrâneos nas estradas do Canadá, ao atravessar uma pequena povoação, deparo com um letreiro numa casa que dizia Mercearia Arcuense. Lembro-me que gritei para o motorista, excitadíssimo: "Pare, por favor, pare o carro, quero confirmar uma coisa que vi de fugida ali atrás."
Quando o motorista fez marcha atrás e me apeei do carro, quedei-me meio incrédulo perante o que os meus olhos viam. Também foi uma surpresa para os meus companheiros de viagem. Bati à porta, já que não havia ninguém à vista, e qual não é a minha surpresa quando ouço o meu nome pronunciado por um amigo, natural de Guilhadeses, o Tomás Brito, assinante do “Notícias dos Arcos”: “Olha quem está aqui, o sr. Mário Pinto!” - exclamou ele.
Calculem a alegria que sentimos todos com este encontro num lugar perdido daquele imenso e belo país – o Canadá. Pois, ali nos sentimos em Portugal, ali era um pedacinho de Portugal.
Ora Portugal que tem uma forte tradição emigratória, não pode renunciar a esse dever indeclinável de acompanhar os seus cidadãos em qualquer parte do mundo em que se encontrem.
Para que eles se sintam parte desta comunidade que “deu novos mundos ao mundo” e possam continuar a participar no esforço permanente de criar melhores condições para os portugueses de hoje e de amanhã.






