July 9, 2009

Concurso de Fotografia em Soajo 31 de Julho - 2 de Agosto









O concurso de fotografia (Contemporânea e Antiga) é uma actividade promovida pela Associação Desportiva e Cultural de Soajo, com a colaboração da Casa das Artes de Arcos de Valdevez, da ARDAL e da Câmara Municipal de Arcos de Valdevez e integra-se na iniciativa II BIOdoc, que tem como objectivo promover a conservação da Natureza, das Tradições e do Património Cultural, e que se realiza nos dias 31 de Julho e 1 e 2 de Agosto na Vila de Soajo.


O Concurso de Fotografia destina-se a todos os habitantes dos Concelhos que integram a área do Parque Nacional Peneda Gerês.

Inscrições
As inscrições poderão ser realizadas até às 17h do dia 27 de Julho de 2009, na Casa das Artes de Arcos de Valdevez e através do e-mail da Associação Desportiva e Cultural de Soajo (adcsoajo@gmail.com).

A cada concorrente será atribuído um número de participante para protecção do anonimato durante a selecção dos melhores trabalhos. A inscrição é gratuita.

Temas
A “Fotografia Contemporânea” tem como tema principal o património paisagístico e edificado dentro da área do Parque Nacional. Todos os exemplares deverão ser recentes (menos de 1 ano).

A “Fotografia Antiga” tem como tema as artes, ofícios e tradições integradas no Parque Nacional. Os exemplares devem ter mais de 15 anos.

Equipamento fotográfico
e Entrega dos Trabalhos
A escolha do equipamento fotográfico fica ao critério de cada participante.

Cada concorrente deverá apresentar, em envelope fechado com o código de participante no exterior, uma fotografia, em formato 20X30 cm, na Casa das Artes de Arcos de Valdevez ou enviar via ctt para Associação Desportiva e Cultural de Soajo, Lug. da Lage 4970-662 Soajo, até às 17:00 horas do dia 27 de Julho. Os trabalhos recebidos após essa data não serão considerados válidos para o concurso.

No verso da fotografia deve constar, de forma precisa, o código de participante e título (se desejado), escrito numa etiqueta branca.

Juntamente com a “fotografia recente” deverão ser entregues os negativos ou respectivo registo digital (fotografia digitalizada em formato JPEG, num CD identificado com o código de participante), que não serão devolvidos, reservando-se à Associação Desportiva e Cultural de Soajo o direito de utilizar ou divulgar os trabalhos seleccionados no concurso, nomeadamente na elaboração de postais ou na ilustração de diversos eventos, salvaguardando a autoria dos trabalhos.

Júri
O júri será composto por 3 elementos não pertencentes à Associação, e com conhecimentos na área em questão.

Critérios de avaliação
São tidos em conta os seguintes critérios de avaliação: enquadramento da imagem, planos, perspectiva, profundidade de campo, luz, cores (brilho e contraste), originalidade, espontaneidade, qualidade técnica e criatividade. No caso de “fotografias antigas” e a preto e branco serão, ainda, levadas em consideração a profundidade dos negros e gradação dos tons cinza.

Prémios para Vencedor do concurso:
Fotografia Contemporânea
e Fotografia Antiga - Prémio no valor de 100€ cada

Os melhores trabalhos farão, ainda, parte de uma exposição na Casa das Artes de Arcos de Valdevez.

Prazos e Condições
Os trabalhos deverão ser entregues até às 17 horas do dia 27 de Julho de 2009. Os trabalhos recebidos após esta data não serão considerados válidos para o concurso. À Associação Desportiva e Cultural de Soajo está reservado o direito de prolongar os prazos.

Decisão do Júri
A decisão do júri, da qual não haverá recurso, será comunicada no dia 30 de Julho aos respectivos premiados, e divulgada posteriormente no blog da Associação www.soajo.blogspot.com.

A entrega dos prémios será realizada em data/local a estipular e notificada aos concorrentes atempadamente.

Outras Disposições
A organização não se responsabiliza por eventuais danos ou extravios dos trabalhos. As fotografias não serão devolvidas. Os casos omissos neste regulamento serão resolvidos pela organização. A participação neste concurso pressupõe a plena aceitação deste regulamento. O seu não cumprimento implica a desclassificação do concorrente.

Contactos para outras informações
Associação Desportiva e Cultural de Soajo

Lug. da Lage
4970-662 Soajo

TLM. 966317081 / 964102873
www.soajo.blogspot.com

10,000 Visitantes a Soajo: A Nossa Terra

Hoje, "Soajo: A Nossa Terra" passou a marca de 10.000 visitantes. Desde 21 de Agosto de 2008 ate 8 de Março de 2009 o blog passou a marca de 5.000 visitantes. Hoje chegamos a 10.039 visitantes de mais de 40 países. Para todos os que visitaram e continuam a visitar periodicamente, bem-vindo e obrigado. O blog existe para juntar os Soajeiros que estamos espalhados pelo mundo, e para partilhar informações, fotos e vídeos para ajudar matar as saudades da "nossa terra" materna. E também existe para mostrar a beleza ea singularidade do Soajo com o mundo. Aqui estão alguns dos países.

United States (US)

3,824


Greece (GR)

3

Portugal (PT)

2,267


Sweden (SE)

3

France (FR)

1,879


Malaysia (MY)

3

Canada (CA)

702


Finland (FI)

2

Switzerland (CH)

155


Poland (PL)

2

Spain (ES)

154


Austria (AT)

2

Luxembourg (LU)

138


Turkey (TR)

2

Brazil (BR)

108


Puerto Rico (PR)

2

United Kingdom (GB)

104


Denmark (DK)

1

Andorra (AD)

86


Taiwan (TW)

1

Germany (DE)

23


Russia (RU)

1

Europe (EU)

22


Japan (JP)

1

Netherlands (NL)

16


Latvia (LV)

1

Belgium (BE)

14


Peru (PE)

1

Australia (AU)

10


Tunisia (TN)

1

India (IN)

8


Congo,

1

Italy (IT)

7


Bulgaria (BG)

1

Ireland (IE)

6


Serbia (RS)

1

Norway (NO)

5


Brunei

1

Romania (RO)

4


Ecuador (EC)

1

Argentina (AR)

4


Mexico (MX)

1

Czech Republic (CZ)

3


Kenya (KE)

1

Israel (IL)

3


Senegal (SN)

1


July 6, 2009

RTP filmou o programa VERÃO TOTAL em Soajo dia 3 de Julho 2009

Fotos por Joaquim Neto.

Slideshow

July 3, 2009

Feliz aniversário America

A Declaração da Independência de 4 de Julho de 1776 é o maior documento político jamais criado. Todas as pessoas que adoram liberdade devem ler este documento. Os homens corajosos que assinaram a declaração assinaram basicamente sua assinatura morte. Naquela época, a oposição ao rei Inglês George III implicaria um julgamento rápido seguido de uma execução ainda mais rápida. Mas de vez em quando uma geração de pessoas enfrentam uma grande escolha: a liberdade ou escravidão (Tal como no Irão hoje). Esses lutadores pela liberdade americana que assinaram este importante documento escolheram liberdade.

A Declaração da Independência deve ser lido por todas pessoas que amam liberdade em todo o mundo.
Mesmo com os erros ocasionais e intervenções estrangeiras erradas, América tem sido um farol da liberdade para o mundo desde 1776. Feliz aniversário América!

IN CONGRESS, JULY 4, 1776
The unanimous Declaration of the thirteen united States of America

When in the Course of human events it becomes necessary for one people to dissolve the political bands which have connected them with another and to assume among the powers of the earth, the separate and equal station to which the Laws of Nature and of Nature's God entitle them, a decent respect to the opinions of mankind requires that they should declare the causes which impel them to the separation.

We hold these truths to be self-evident, that all men are created equal, that they are endowed by their Creator with certain unalienable Rights, that among these are Life, Liberty and the pursuit of Happiness. — That to secure these rights, Governments are instituted among Men, deriving their just powers from the consent of the governed, — That whenever any Form of Government becomes destructive of these ends, it is the Right of the People to alter or to abolish it, and to institute new Government, laying its foundation on such principles and organizing its powers in such form, as to them shall seem most likely to effect their Safety and Happiness. Prudence, indeed, will dictate that Governments long established should not be changed for light and transient causes; and accordingly all experience hath shewn that mankind are more disposed to suffer, while evils are sufferable than to right themselves by abolishing the forms to which they are accustomed. But when a long train of abuses and usurpations, pursuing invariably the same Object evinces a design to reduce them under absolute Despotism, it is their right, it is their duty, to throw off such Government, and to provide new Guards for their future security. — Such has been the patient sufferance of these Colonies; and such is now the necessity which constrains them to alter their former Systems of Government. The history of the present King of Great Britain is a history of repeated injuries and usurpations, all having in direct object the establishment of an absolute Tyranny over these States. To prove this, let Facts be submitted to a candid world.

He has refused his Assent to Laws, the most wholesome and necessary for the public good.

He has forbidden his Governors to pass Laws of immediate and pressing importance, unless suspended in their operation till his Assent should be obtained; and when so suspended, he has utterly neglected to attend to them.

He has refused to pass other Laws for the accommodation of large districts of people, unless those people would relinquish the right of Representation in the Legislature, a right inestimable to them and formidable to tyrants only.

He has called together legislative bodies at places unusual, uncomfortable, and distant from the depository of their Public Records, for the sole purpose of fatiguing them into compliance with his measures.

He has dissolved Representative Houses repeatedly, for opposing with manly firmness his invasions on the rights of the people.

He has refused for a long time, after such dissolutions, to cause others to be elected, whereby the Legislative Powers, incapable of Annihilation, have returned to the People at large for their exercise; the State remaining in the mean time exposed to all the dangers of invasion from without, and convulsions within.

He has endeavoured to prevent the population of these States; for that purpose obstructing the Laws for Naturalization of Foreigners; refusing to pass others to encourage their migrations hither, and raising the conditions of new Appropriations of Lands.

He has obstructed the Administration of Justice by refusing his Assent to Laws for establishing Judiciary Powers.

He has made Judges dependent on his Will alone for the tenure of their offices, and the amount and payment of their salaries.

He has erected a multitude of New Offices, and sent hither swarms of Officers to harass our people and eat out their substance.

He has kept among us, in times of peace, Standing Armies without the Consent of our legislatures.

He has affected to render the Military independent of and superior to the Civil Power.

He has combined with others to subject us to a jurisdiction foreign to our constitution, and unacknowledged by our laws; giving his Assent to their Acts of pretended Legislation:

For quartering large bodies of armed troops among us:

For protecting them, by a mock Trial from punishment for any Murders which they should commit on the Inhabitants of these States:

For cutting off our Trade with all parts of the world:

For imposing Taxes on us without our Consent:

For depriving us in many cases, of the benefit of Trial by Jury:

For transporting us beyond Seas to be tried for pretended offences:

For abolishing the free System of English Laws in a neighbouring Province, establishing therein an Arbitrary government, and enlarging its Boundaries so as to render it at once an example and fit instrument for introducing the same absolute rule into these Colonies

For taking away our Charters, abolishing our most valuable Laws and altering fundamentally the Forms of our Governments:

For suspending our own Legislatures, and declaring themselves invested with power to legislate for us in all cases whatsoever.

He has abdicated Government here, by declaring us out of his Protection and waging War against us.

He has plundered our seas, ravaged our coasts, burnt our towns, and destroyed the lives of our people.

He is at this time transporting large Armies of foreign Mercenaries to compleat the works of death, desolation, and tyranny, already begun with circumstances of Cruelty & Perfidy scarcely paralleled in the most barbarous ages, and totally unworthy the Head of a civilized nation.

He has constrained our fellow Citizens taken Captive on the high Seas to bear Arms against their Country, to become the executioners of their friends and Brethren, or to fall themselves by their Hands.

He has excited domestic insurrections amongst us, and has endeavoured to bring on the inhabitants of our frontiers, the merciless Indian Savages whose known rule of warfare, is an undistinguished destruction of all ages, sexes and conditions.

In every stage of these Oppressions We have Petitioned for Redress in the most humble terms: Our repeated Petitions have been answered only by repeated injury. A Prince, whose character is thus marked by every act which may define a Tyrant, is unfit to be the ruler of a free people.

Nor have We been wanting in attentions to our British brethren. We have warned them from time to time of attempts by their legislature to extend an unwarrantable jurisdiction over us. We have reminded them of the circumstances of our emigration and settlement here. We have appealed to their native justice and magnanimity, and we have conjured them by the ties of our common kindred to disavow these usurpations, which would inevitably interrupt our connections and correspondence. They too have been deaf to the voice of justice and of consanguinity. We must, therefore, acquiesce in the necessity, which denounces our Separation, and hold them, as we hold the rest of mankind, Enemies in War, in Peace Friends.

We, therefore, the Representatives of the united States of America, in General Congress, Assembled, appealing to the Supreme Judge of the world for the rectitude of our intentions, do, in the Name, and by Authority of the good People of these Colonies, solemnly publish and declare, That these united Colonies are, and of Right ought to be Free and Independent States, that they are Absolved from all Allegiance to the British Crown, and that all political connection between them and the State of Great Britain, is and ought to be totally dissolved; and that as Free and Independent States, they have full Power to levy War, conclude Peace, contract Alliances, establish Commerce, and to do all other Acts and Things which Independent States may of right do. — And for the support of this Declaration, with a firm reliance on the protection of Divine Providence, we mutually pledge to each other our Lives, our Fortunes, and our sacred Honor.

John Hancock

New Hampshire:
Josiah Bartlett, William Whipple, Matthew Thornton

Massachusetts:
John Hancock, Samuel Adams, John Adams, Robert Treat Paine, Elbridge Gerry

Rhode Island:
Stephen Hopkins, William Ellery

Connecticut:
Roger Sherman, Samuel Huntington, William Williams, Oliver Wolcott

New York:
William Floyd, Philip Livingston, Francis Lewis, Lewis Morris

New Jersey:
Richard Stockton, John Witherspoon, Francis Hopkinson, John Hart, Abraham Clark

Pennsylvania:
Robert Morris, Benjamin Rush, Benjamin Franklin, John Morton, George Clymer, James Smith, George Taylor, James Wilson, George Ross

Delaware:
Caesar Rodney, George Read, Thomas McKean

Maryland:
Samuel Chase, William Paca, Thomas Stone, Charles Carroll of Carrollton

Virginia:
George Wythe, Richard Henry Lee, Thomas Jefferson, Benjamin Harrison, Thomas Nelson, Jr., Francis Lightfoot Lee, Carter Braxton

North Carolina:
William Hooper, Joseph Hewes, John Penn

South Carolina:
Edward Rutledge, Thomas Heyward, Jr., Thomas Lynch, Jr., Arthur Middleton

Georgia:
Button Gwinnett, Lyman Hall, George Walton

June 30, 2009

Tradições do Soajo

O Povo de Soajo, como os de toda a nossa gente do Alto Minho, são conhecidos pelo seu trabalho árduo e de cooperação, em solidariedade com um e outro parta a maximizar os seus esforços. Não existem pessoas como a nosso gente. Estas fotos representam os vários tipos de actividades que se tem realizado ao longo dos séculos.

Source: Antonio Neto

June 29, 2009

Video: Vira do Alto Minho

Pascoal de Cunhas Soajo...

Caminhos e Ruas em Soajo

Ouvi dizer que a Camara municipal e o serviços postais estão em processo de finalização a nomeação de todas as estradas, caminhos e ruas em Soajo. Haverá uma placa afixada identificando cada rua. Aparentemente, há alguma controvérsia quanto à designação das "caminhos" e das "ruas". O serviço postal esta a nomear mais como "c aminhos", em vez de ruas. Na minha opinião, se um carro pode conduzir confortavelmente através dele e não é um beco sem saída, então deve ser uma Rua. Sempre que um carro pode caber apenas, com dificuldades, e não há saída, então deve ser um caminho. Esta parece ser uma solução lógica para mim.

Por exemplo, a primeira foto mostra uma ruela começando no Largo do Eiró em que mal se pode conduzir um carro. Também é um beco sem saída.

A segunda foto é um exemplo daquilo que deve ser considerada uma estrada ou rua. Ela começa no Eiró, junto à igreja, e continua passado a paderia, através da Torre e seguir para os Cruzeiros e o Souto. Este é claramente uma rua e não um caminho.

Câmara dos Arcos aprovou construção de campo de feira em Soajo

Durante muitos anos, a feira mensal de Soajo (realizada no primeiro domingo do mês) foi localizada na Avenida 25 de Abril. Localizando os vendedores ao longo da estrada principal para dentro e fora da Vila tem sido impraticável, perigoso para os peões e, muitas vezes, causando atrasos de tráfego. Na semana passada o Executivo da Câmara dos Arcos aprovou a construção do Campo da Feira de Soajo, sendo o valor estimado para realização da obra de 204.500,00 euros, e o prazo de execução de 60 dias.. Esta construção é uma decisão lógica, que é há muito muito esperada.

June 26, 2009

Turista japonês diz obrigado a duas jovens Soajeiras

Um turista japonês diz obrigado a duas jovens Soajeiras por lhe darem o seu apoio. O turista, o Sr. Kengo Suzuki, da Yokohama, Japão, visitou Soajo na noite de 13 de maio de 2009. Ele contactou-me através www.soajo.net e pediu para eu transmitir o seu agradecimento pelo apoio que ele recebeu essa noite em Soajo. Ele escreveu o seguinte: "Duas jovens estudantes foram muito amáveis. Elas orientaram-me para o Turismo. Turismo me chamou um táxi. Agradeço a gentileza. Obrigado!!"

Ao longo dos séculos, o povo do Soajo sempre foram muito gentis e generosos aos viajantes e visitantes. Soajeiros ajudam as pessoas e abrem as suas portas para aqueles em necessidade. A assistência prestada ao Sr. Kengo não é um evento raro a acontecer em Soajo. Mas é bom que duas jovens da nossa Vila ofereceram a sua ajuda para um homem de tão longe. Bravo para estas duas estudantes para o seu acto de bondade.

Gostava de saber os nomes destas duas raparigas para que pudessem ser devidamente reconhecidas pela sua disponibilidade para ajudar um estrangeiro.Aqui está o texto escrito pelo Sr. Kengo em Inglês.

First Name : SUZUKI Last Name : KENGO
Email: kenken-go@yr.tnc.ne.jp
Comments: I went to Soajo in an evening on May 13. Two female junior high school students were very kind. They guided me to Turismo. Turismo called me a taxi. I thank for kindness. Obrigado !!

June 19, 2009

VIVA A VILA DE SOAJO!

O seguinte artigo foi escrito pelo nosso conterrâneo Prof Jorge Lage e publicado na secção de opinião nas Noticias dos Arcos (18/6/09).

Por: Jorge Ferraz Gonçalves Lage

Foi com infinito aprazimento que muitos Soajeiros viveram, na pretérita sexta-feira, dia 12 de Junho, a elevação /confirmação da VILA DE SOAJO! Foi reconhecimento, “reoficialização”, do estatuto que a Vila de Soajo detinha, desde a primeira metade do século de 1500, instituído algumas centenas de anos depois das criações, do Concelho, da Montaria e do Julgado (Tribunal) de Soajo! Orgulhosos, na actualidade, do historial de uma terra de notáveis memórias, desconhecidas durante apreciável tempo, quiseram muitos Soajeiros marcar presença na Assembleia da República, para assistirem ao acto legislativo que, de novo, glorifica, engrandece, honra e enobrece Soajo. Sabiam que, de facto e por direito, o título de Vila nunca havia sido retirado a Soajo, mas igualmente sentiam que muitas pessoas, organismos e instituições, por motivos diversos, alguns inconfessáveis, não o queriam aceitar, nunca o escrevendo e pronunciando! Parecia uso abusivo dos Soajeiros dizerem VILA DE SOAJO! Pairava no espírito de muita gente um sentimento de falsa vila, de vila de faz de conta, de quase só vila para os naturais! Pôr fim a tal sentir, foi a resposta dos Soajeiros!

Nesta hora festiva para nós Soajeiros, queremos expressar, publicamente, toda a nossa gratidão ao Sr. Deputado Dr. Jorge Fão, a quem devemos a honra e o elevado empenho de apresentar e acompanhar a nobre tarefa do Projecto de Lei nº 686/X –“ Elevação de Soajo à categoria de Vila”, que para nós, de facto, seria a “confirmação” da velhinha “Vila de Soajo”. Estende-se o nosso bem-haja, aos demais parlamentares socialistas, eleitos pelo Círculo Eleitoral de Viana do Castelo, Dra. Rosalina Martins e Dra. Fátima Pimenta, ao dignarem-se subscrever e a advogar, afincadamente, esta aspiração dos Soajeiros. A maioria parlamentar do Partido Socialista foi, numa primeira fase, crucial para o sucesso desta causa! Todavia, pelo resultado conseguido, a dia 12 de Junho de 2009, a todos os Grupos Parlamentares da Assembleia da República, cabe uma palavra de agradecimento, pela unanimidade na votação, em plenário, do Projecto de Lei. Tão grande conseguimento de elevação/confirmação, da que foi, antiga terra d’el Rei, detentora de tantos privilégios e liberdades, e apelidada muitas vezes nos escritos dos reis de Portugal, pela integração - “Montaria da Vila e Concelho de Soajo” -, foi para a população de Soajo e amigos de Soajo, uma honra muito afectuosa!

É-nos grato reconhecer, ainda, publicamente, a agradável disponibilidade, empenho e dedicação do Grupo Municipal do Partido Socialista de Arcos de Valdevez, que sempre manifestou abertura para a solução deste assunto. O apoio indispensável para que se apresentasse esta justa pretensão dos Soajeiros no Parlamento de Portugal nunca esmoreceu, mesmo perante várias adversidades da maioria na assembleia municipal, algumas, incrivelmente originadas, pelo próprio presidente de junta de Soajo!

Seria uma injustiça da nossa parte se omitíssemos a benquerença exteriorizada, desde a primeira tentativa, por parte do Doutor Rui Henrique Alves, abalizado Presidente da Assembleia Municipal, por inteligente e coerentemente, ter abraçado este desiderato com assinalável motivação e espírito de justiça, ajudando-a a impulsionar, porque cedo lobrigou o papel histórico de apreciável relevância que Soajo, e a sua Vila, proporcionam ao actual concelho de Arcos de Valdevez. Aos senhores deputados municipais que compreenderam e apoiaram com indisfarçável entusiasmo, este querer das gentes do Soajo, testemunhamos também o nosso apreço. Aos que aderiram mais tarde, a nossa consideração e estima. Aos Soajeiros, sempre inconformados, estimulando à não desistência, e aconselhando a que se progredisse com combatividade, perseverança e tenacidade, dizemos, bendita a terra que os recolheu no seu regaço, por tanto lhe quererem bem!

Aos adversários da nobre ideia e acção de se conseguir para Soajo, a confirmação do estatuto que o vinha acompanhando desde remotos tempos, queremos dizer-lhes democrática, respeitosa e benevolentemente que, errar é próprio dos homens, de todos os homens… Mas não querer, voluntariamente, é decisão que responsabiliza… Penitenciem-se alguns, em reflexão sentida, por terem manifestado que, pedir para se elevar/confirmar a Vila de Soajo era “avançar para a insegurança”, e que, “atendendo às exigências da legislação, tudo podia resultar num profundo fracasso”. Argumentos frágeis, mascarados, ridículos, disfarçados, de engana pacóvios, dos que não queriam que se acabassem com as ambiguidades! Infelizmente, alguns, fizeram-no só na esfera da Assembleia Municipal, mas outros autarcas, continuaram a querer travá-lo, mesmo depois do processo de candidatura ter dado entrada na Assembleia da República! Reconheçam alguns, com humildade, que não estiveram, várias vezes, à altura dum bom serviço público, ao pronunciarem-se tão contraditoriamente sobre a temática da Vila de Soajo! Deixarem-se arrastar por inapropriadas posturas, não dignifica nem uns, nem outros! …

Aos órgãos municipais e locais, observados numa óptica plural, ao terem decidido favoravelmente, na fase da emissão de pareceres sobre o Projecto de Lei nº 686/X da Assembleia da República, Soajo e os Soajeiros, expõem-lhes, profunda deferência, veneração e reconhecimento. Mas aos deputados municipais que, em Arcos de Valdevez, no dia 25 de Abril de 2009, votaram contra, não contribuindo para a emissão de parecer favorável sobre este Projecto de Lei, cuja acta a apreciar, registará os V. nomes em específico, Soajo e os Soajeiros, sem ressentimentos e, em espírito de generosidade e indulgência democrática, convida V., de braços abertos, a que não deixem de visitar a velha/nova: VILA DE SOAJO!

Conclua-se que, mesmo com vicissitudes lamentáveis, os superiores interesses do município e da Vila de Soajo, com a elevação/confirmação conseguida, acabaram salvaguardados! Mesmo no “tempus”, o “reino da rectidão” prevaleceria, mais cedo ou mais tarde… A persistência e a força da razão, se as almas não são pequenas, têm energias que até conseguem revolver as poderosas montanhas da serra de Soajo…

Por agora, Soajo e os Soajeiros, rejubilam com mais esta etapa histórica!

Viva a nova/velha Vila de Soajo!
Um grupo de Soajeiros,

Soajo festeja elevação a Vila

















Esta foto foi tirada em frente à Assembleia da República após Soajo foi elevada à categoria de Vila. Clique aqui para ler o artigo no Noticias dos Arcos (18/6/09). Abaixo está um editorial no Noticias dos Arcos por Mário GL Barros Pinto no qual ele parabeniza Soajo para o seu devido reconhecimento como uma Vila e salienta que Arcos de Valdevez é hoje um concelho com duas vilas.

Arcos de Valdevez – um concelho, duas vilas

Evidentemente que só a partir de 12 de Junho corrente e, mais propriamente, se quisermos ser rigorosos, da publicação no Diário da República do respectivo diploma aprovado pelo Parlamento Português e promulgado pelo Presidente da República, é que Soajo pode ser considerado “de jure” Vila.

Mas nós próprios não tivemos quaisquer dúvidas em nos deslocarmos ao Soajo, no dia seguinte à votação na Assembleia da República, para auscultar o sentir dos seus habitantes, já como fazendo parte de uma vila, de facto e de direito.

Afinal, o projecto tinha sido aprovado no orgão de soberania próprio e, dada a sua bondade legal, não havia hipótese de não ser aprovado.

Motivo pelo qual me parece um preciosismo invocar este tipo de argumentos para daí tirar algum efeito menos transparente. De resto, temos a certeza de que todos somos soajeiros por solidariedade e orgulho e arcuenses por realidade geográfica.

E não vale dizer que já “era antes de o ser”, desvalorizando esta iniciativa, porque, pese embora o facto de Soajo já ter sido cabeça de concelho até 1852, a partir daí deixou formal e juridicamente de o ser, pelo que este processo que tanto deu que fazer a tantos, tem todo o mérito e cabimento, e deve ser colectivamente celebrado, mesmo que nem todos tenham tido desde o princípio uma linha de afirmação e coerência, mas que acabaram por colaborar com convicção e tudo fazer para honrar esta velha urbe.

O momento não é pois para divisões ou retaliações, até porque este é o princípio de um futuro que vai precisar de todos – residentes e ausentes nos vários países de acolhimento, por esse mundo fora –, motivando o seu bairrismo e solidariedade, de modo a demonstrarem ser dignos dos seus antepassados e da sua longa história.

Haverá sempre cépticos que não se cansarão de sorrir desdenhosamente daquilo que eles apelidarão de ingenuidade e boa-fé: afinal, dirão, isto não vai modificar em nada a nossa terra e muito menos resolver os problemas dos seus habitantes.

Pois não. É verdade. Porque o desenvolvimento e o bem estar dependem fundamentalmente do trabalho e esforço de cada um. E não podemos, ninguém pode esperar, que o progresso caia do céu.

Mas pode criar melhores condições e oportunidades que, se bem aproveitadas, poderão resultar, com o tempo, em melhoria das condições de vida de todos.

“Notícias dos Arcos”, que acompanha há muitos anos, com especial carinho, a vida de Soajo e dos seus habitantes, congratula-se com esta distinção, que a torna a segunda vila do concelho.

E o concelho de Arcos de Valdevez só fica enriquecido, porque passa a ser um concelho com duas vilas.

Por: Mário G. L. Barros Pinto

June 16, 2009

Veículo oficial do Soajo em New Jersey

Maria Rosa com o seu carro em New Jersey (14 de Junho 09)

June 15, 2009

Soajeiros em Newark NJ no Dia de Portugal (13 de Junho 2009)


June 12, 2009

Hoje Soajo é Vila novamente

Mesmo que a elevação de Soajo para a categoria de Vila é essencialmente simbólico, hoje Soajeiros por todo mundo podemos comemorar, pois é um reconhecimento de quão especial é a nossa terra. Parabéns a todos que lutaram incansavelmente nesta campanha. - Jose Afonso

Portugal com cinco novas cidades e 22 vilas

A Assembleia da República aprovou, por unanimidade, a elevação de 22 povoações a vilas e a criação de cinco cidades, numa votação que foi seguida por várias dezenas de populares, a partir das galerias do Parlamento.

À categoria de vilas passaram as localidades de Castro Laboreiro (Melgaço) e Soajo (Arcos de Valdevez), ambas no distrito de Viana do Castelo, Arões de S. Romão (Fafe), no distrito de Braga, Lordelo, distrito de Vila Real, e Ancede (Baião), Guifões (Matosinhos), Vilarinho (Santo Tirso), Senhora Aparecida (Lousada) e Madalena (Vila nova de Gaia), todas no distrito do Porto. Ler mais no Jornal de Noticias