1 de Fevereiro de 2014

Voltamos!


Depois de um intervalo de um ano, o blog www.soajeiro.com volta para trás depois da hibernação.

Compartilhem este blog com os vossos amigos e família.

Como sempre, o blog funciona muito melhor quando amigos e simpatizantes enviam-me artigos e fotos para adicionar aqui. A colaboração é a melhor forma!

Força Soajeiros! Viva Soajo!

27 de Dezembro de 2012

Como era, talvez será novamente

Com mais de 70 anos, duas valentes Senhoras lavram as terras que lhe dão que comer. Esta fabulosa foto deveria fazer reflectir uma sociedade que se habituou a ter o que comer sem ter que produzir..
Foto: Antonio Neto

26 de Agosto de 2012

Espigueiros de Soajo

DO VALE À MONTANHA

Do vale à montanha,
Da montanha ao monte,
cavalo de sombra,

Cavaleiro monge,
Pr casas, por prados,
Por Quinta e por fonte,
Caminhais aliados.
Do vale à montanha,
Da montanha ao monte,
Cavalo de sombra,
Cavaleiro monge,
Por penhascos pretos,
Atrás e defronte,
Caminhais secretos.

Do vale à montanha,
Da montanha ao monte,
Cavalo de sombra,
Cavaleiro monge,
Por quanto é sem fim,
Sem ninguém que o conte,
Caminhais em mim.

Por Fernando Pessoa

Local da foto: Soajo - Arcos de Valdevez
Autor da foto: VRFoto

29 de Julho de 2012

Arcos de Valdevez: Paula Teixeira de Queiroz apresentou o seu novo livro 'Contos de Amor e Desamor'

Fonte: Correio do Minho

O segundo dia da XXII edição da feira do Livro levou até ao auditório da Casa das Artes concelhia a arcuense Paula Teixeira de Queiroz para apresentar a sua segunda obra, “Contos de Amor e Desamor”.

“Contos de Amor e Desamor” trata-se de uma obra de autor, editada pela Animedições Editora, que retrata a vida, os costumes, as misturas e as tradições populares, sendo disso um bom exemplo o conto “A Rusga” que se passa no Alto Minho e tudo tem a ver com a cultura da região.

Nesta obra, segundo Helena Osório, responsável pela editora, “há contos que retratam ambientes românticos, há comédia e todos eles estão presentes nas nossas vidas…neles vemos pessoas que conhecemos. Trata-se de um livro com uma história. Marca uma época do Portugal pós 25 de Abril e ao lê-lo senti que a autora descreveu coisas que eu também vivi e senti”.

Já segundo a autora, este “foi um parto muito difícil, mas felizmente está a correr bem”, já que as críticas ao seu trabalho têm sido bastante positivas e a aceitação da obra muito boa.

“Não tenho preparaçã o em termos formais. Os meus contos são escritos com inocência e vêm-me do sangue. (…) Quando escrevo, as coisas surgem naturalmente, não são pensadas”, disse Paula Teixeira de Queiroz para justificar a genuinidade da sua obra.

A apresentação dos “Contos de Amor e Desamor” ficou a cargo da professora Albertina Fernandes que fez um estudo bastante aprofundado de toda a obra, referindo-se a pormenores como à capa, que contempla a foto de uma das filhas da autora; ao índice; à badana; à dedicatória e por fim ao conteúdo em si.

Para a professora é surpreendente a estratégia da autora na viragem do rumo das histórias; a sua prosa poética encanta-a e o uso de repetições para alcançar o efeito satírico também.

Como esta obra é de uma autora arcuense, o município irá adquirir alguns exemplares para colocar à disponibilidade do público escolar, bem como para consulta na Biblioteca Municipal de forma a fazer articulação com o público, sendo sua preocupação fazer com que o livro viva e tenha continuidade.

24 de Julho de 2012

Feira das Artes e Ofícios tradicionais de Soajo

A Feira das Artes e Ofícios tradicionais de Soajo decorre entre os dias 3 e 5 de Agosto. Com um programa de qualidade os visitantes pode contar com o tradicional bem receber da Vila do Soajo, bem como muita animação e festa.

Dia 3 de Agosto – Sexta Feira

15.00h – Concurso de Vinhos Verdes – Casa do Povo

17:00h – Abertura da Feira das Artes e Ofícios Tradicionais

18.00h – Inauguração da XIII Feira das Artes e Ofícios Tradicionais, seguido de visita aos expositores.

20:00h – Jornadas Gastronómicas – Pratos recomendados: “Carne de Cachena com Arroz de Feijão Tarrestre” e “Cabrito da Serra do Soajo”

Restaurantes: “O Espigueiro; O Videira; Saber ao Borralho”

22:00h – Animação: “Os Gomes” – Largo do Eiró

23:30h – Animação: “Cantares ao Desafio – com Maria Celeste, Carminda e Manuel Sargaceira” – Largo do Eiró


Dia 4 de Agosto – Sábado

10:00h – Concurso de Mel e Concurso de Broa de Milho – Casa do Povo – em colaboração com o “Convivium Slow Food do Alto Minho”- Casa do Povo

12:00h – Abertura da Feira

13:00h – Jornadas Gastronómicas – Prato recomendado: “Cabrito da Serra do Soajo” e “Carne de Cachena com Arroz de Feijão Tarrestre”

Restaurantes: O Espigueiro; O Videira; Saber ao Borralho

16:00h – Animação: “Jazz Comedy” – Largo do Eiró

20:00h – Jornadas Gastronómicas – Prato recomendado: “Cabrito da Serra do Soajo” e “Carne de Cachena com Arroz de Feijão Tarrestre”

Restaurantes: “O Espigueiro; O Videira; Saber ao Borralho”

22:00h – Animação: “Rusgas populares” – Largo do Eiró

Dia 5 de Agosto – Domingo

10:30h – Arruada de bombos: “Grupo de Bombos Os Bombásticos da Betânea”

11:00h – Abertura da Feira

12:00h – Jornadas Gastronómicas: Prato recomendado: “Carne de Cachena com Arroz de Feijão Tarrestre” e “Cabrito da Serra do Soajo”

Restaurantes: “O Espigueiro; O Videira; Saber ao Borralho”

16:30h – Animação: “Encontro Folclórico” com a presença do: “Rancho Folclórico da Associação de Vilarinho das Quartas – Soajo” e “Rancho Folclórico de Eiras” – Largo do Eiró.

17.30h – Entrega de Prémios dos concursos do Vinho, da Broa e do Mel

20:00h – Jornadas Gastronómicas: Prato recomendado: “Carne de Cachena com Arroz de Feijão Tarrestre” e “Cabrito da Serra do Soajo”

Restaurantes: “O Espigueiro; O Videira; Saber ao Borralho”

22:00h – Animação: “Encontro de Concertinas” – Largo do Eiró

23:59h – Encerramento da Feira

28 de Junho de 2012

Gratidão a Alexandre Baptista na Assembleia Municipal de Arcos de Valdevez


Prestou-se, postumamente, gratidão e reconhecimento a uma figura muito marcante de Soajo, sobretudo, nas décadas centrais do século XX, tempos de exercício de funções autárquicas a título gracioso, mas, mesmo nestas condições, feito através de acções de inexcedível empenhamento, aprumo e dignidade! Enaltecer, honrar e reconhecer os méritos de quem ajudou a resolver grandes carências de Soajo de uma forma aberta, apaixonada, escrupulosa, tolerante e ponderada, ao subordinar, no essencial, os seus actos às doutrinas que professava com coerência, era para nós Soajeiros, um imperativo de consciência e um dever indeclinável, que foram subscritos com motivação e desvanecimento por todos os membros do Grupo Municipal do Partido Socialista, através de uma proposta que se expôs na tribuna da sessão municipal deliberativa de 21 de Junho último. A ela aderiram na precedência da votação o CDS, seguido do PSD, pelo que foi depois votada por unanimidade dos presentes. 

A prosperidade de uma terra é obra de solidariedade humana, porém, os mais talentosos, os mais atreitos em servir o bem comum, os colocados em lugares de proeminência na hierarquia governativa local, devem ser em intensidade os actores fundamentais para que as forças motrizes desenvolvam sinergias conducentes a sucessos imateriais e materiais. 

O Sr. Alexandre Baptista, protagonizou obras e serviços de admirável valimento, mas deixou Soajo numa época em que se debate com dramático problema demográfico, situação bem diferente daquela que viveu nas décadas de 50 e 60, tempos em que a população exorbitava; no entanto, sentiu que os Soajeiros tinham nos tempos recentes, em geral, ao nível dos mais novos, uma preparação escolar muito mais qualificada, condição necessária, mas não suficiente, para um futuro auspicioso de Soajo. Todos os seus seis netos são bem o exemplo disso, pois sem excepção, ao munirem-se de licenciaturas universitárias de diferentes naturezas, bem poderão coadjuvar Soajo e os Soajeiros a alcançarem mais elevados patamares de engrandecimento como era desejo do avô que muito apreciaram. Estamos certos que darão continuidade à sua atitude muito afectuosa e vibrante ao serviço de Soajo, em dedicação à sua memória, porque aprenderam a amá­-lo com o vigor das suas eriçadas montanhas, com a intensidade das deleitosas águas cristalinas dos vários ribeiros que delas brotam, bem como com a força das enérgicas águas do Lima que lhe regam os pés e que causaram a tão elegante e bela ponte que ajudou a impulsionar.

Segue-se o teor da proposta deste singelo preito de homenagem, que viu o seu alcance facilitado perante os deputados municipais, após divulgação dos seus predicados, amavelmente antes explanados pelo Sr. Director do Notícias dos Arcos e familiares, jornal de que fora assinante desde longa data:

«A freguesia e vila de Soajo viram partir o Senhor Alexandre Fernandes Baptista, a 31 de Maio, com 91 anos, para a dimensão do tempo “aeternitas”, depois de uma vida recheada de trabalho em prol das suas gentes. Foi um filho que cultivou como poucos na sua impressiva alma o inabalável dever de as servir até aos limites em que o permitiram os parcos recursos das finanças locais e do país, numa época em que, poucos anos antes, tinha terminado a segunda grande guerra mundial. Sem os mínimos requisitos básicos de conforto e bem-estar que proporcionariam equipamentos infra-estruturais indispensáveis, já acessíveis, algumas décadas antes da primeira guerra mundial a outras terras, a vila de Soajo deu um enorme salto no seu tempo de Presidente de Junta e de Director da Casa do Povo, porque teve a sorte de poder contar com o abnegado, solidário e persistente esforço deste devotado Soajeiro. Soube sempre colocar os superiores interesses de Soajo acima de mesquinhas lutas ideológicas e de facciosismos impeditivos do progresso da sua benquista terra, sem necessidade de abdicar, na sua essencialidade, das convicções e valores que estruturaram o seu carácter. Por temperamento foi sempre respeitador, fiel e leal a princípios e estimações. No uso de procedimentos em que se envolveu para servir a comunidade soajeira, opunha-se aos adversários políticos com cordialidade, nunca os melindrando.

Para a consecução da terceira ponte de granito sobre o rio Lima foi um grande entusiasta. A construção do acesso rodoviário a esta ponte, muito lhe deve, em termos de mobilização de meios humanos, materiais e financeiros, apesar de o poder municipal arcuense não a desejar. Com esta activou-se o interesse do poder municipal arcuense pelos efeitos potenciais no comércio local da sede concelhia, levando-o a que se rasgasse o troço da sede de Soajo, até aos seus limites fronteiros no Mezio, para se evitar a Ponte da Barca. Foi um dos preciosos combatentes para a construção de um edifício-sede próprio da Casa do Povo da Vila de Soajo. Bateu-se também para que no frontispício desta ficasse gravado, em símbolo de granito, um sentimento de que se orgulhava, mas que não era do agrado do poder representativo do município: a “Vila de Soajo”. Na electrificação da sede de Soajo operada apenas na década de 1951, apesar do seu espaço geográfico se estender até uns escassos cerca de vinte metros das máquinas hidro-eléctricas, foi um esforçado e enérgico desenvolvimentista. Com muitos outros contributos concorreu para dotar e colocar Soajo na senda da modernidade com imprescindíveis equipamentos.

Por tão relevantes méritos, o Grupo Municipal do Partido Socialista propõe que se aprove um voto de pesar, se consagre um minuto de recolhimento e, ainda, que se estimule a Câmara Municipal a atribuir o seu nome ao arruamento que vai da “Avenida 25 de Abril” até à Praça do Pelourinho – o eiró clássico da vila de Soajo -, onde exerceu a sua actividade de comerciante com prestigiada reputação, durante cerca de quarenta anos, ladeando as belas e grandes moradias dos seus vários familiares “Baptista”, que em muito engrandecem Soajo. Aos seus familiares, nas pessoas do seu filho Dr. Manuel Cavaleiro Baptista e sua irmã, deve ser transmitida a informação destes reconhecimentos, se aprovados.»

Jorge Ferraz G. Lage

16 de Junho de 2012

Gestão do PNPG pode incluir os municípios

Correio do Minho: Está lançado o desafio. Daniel Campelo reuniu-se com os cinco presidentes dos municípios da zona do Parque Nacional Peneda Gerês - Terras de Bouro, Montalegre, Ponte da Barca, Arcos de Valdevez e Melgaço -, e abordou-os no sentido de apresentarem um projecto o mais rapidamente possível e fazerem parte da gestão do PNPG. “Vamos aproveitar a oportunidade”, disparou Joaquim Cracel Viana, autarca de Terras de Bouro, em declarações exclusivas ao Correio do Minho.

“Tivemos uma reunião às 10.00 horas, no Lindoso, com o Secretário de Estado das florestas e do desenvolvimento rural, Daniel Campelo. Nesse encontro marcou presença a presidente do Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade, o director do Parque Nacional Peneda Gerês, e uma série de técnicos e especialistas”, começou por referir o autarca. “Entre vários aspectos que foram abordados nessa reunião foi a gestão do Parque. As Câmaras há muito tempo que reivindicam a gestão do Parque. O Secretário de Estado aceitou esse desafio e depois desafiou as autarquias a apresentarem um projecto de gestão”, definiu ainda.

Joaquim Cracel Viana assumiu que vai acontecer a breve prazo uma reunião, que vai decorrer no seu município, em Terras de Bouro. “Vou convidar os meus colegas dos outros municípios para realizarmos rapidamente uma reunião em Terras de Bouro para desenvolvermos o projecto e vermos como é que podemos concretizar esse desafio. Já que foi aberta a porta vamos aproveitar esta oportunidade”, salientou, justificando que Daniel Campelo confessou que não vai haver dinheiro “nos próximos anos para gerir de forma conveniente o Parque” e que as autarquias “podem e devem ter um papel fundamental no seu crescimento e manutenção”.